A preparação para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 na Bahia ganhou três novas frentes de trabalho nas áreas jurídica e fiscal; turismo, hospitalidade e formação; e empreendedorismo, inovação e economia. A implantação das novas equipes foi formalizada na Arena Fonte Nova, em Salvador, na terça-feira (22), pelo Grupo Executivo para Planejamento e Coordenação da Copa do Mundo FIFA de Futebol Feminino 2027 (GECOPA), vinculado à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).
Reunião para instalação de novos grupos de trabalhos da Gecopa
No âmbito do Estado da Bahia, a organização do torneio envolve 15 secretarias, sob coordenação da Setre. Os grupos de trabalho integram a estrutura de organização do torneio, que terá sete partidas em Salvador, entre junho e julho de 2027.
Entre as atividades planejadas estão a preparação dos serviços para atendimento a delegações e visitantes, ações de qualificação profissional e medidas relacionadas às oportunidades econômicas geradas pela competição. A proposta é aproveitar a movimentação provocada pelo Mundial de Futebol Feminino para enfrentar problemas que não terminam quando acaba uma partida. Ainda estão previstas ações nas periferias e no interior para combater a violência de gênero, incentivar o paradesporto feminino.
Estão prorrogadas até 15 de outubro as inscrições para a seleção de entidades territoriais interessadas em representar empreendimentos na 17ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária. A seleção está prevista em edital e contempla entidades que atuam na representação de empreendimentos da agricultura familiar, assentamentos da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais e economia solidária.
A 17ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária está prevista para ocorrer de 2 a 6 de dezembro de 2026, no Parque Costa Azul, em Salvador.
O resultado preliminar da seleção está previsto para 20 de outubro. Após o período para apresentação e análise de recursos, o resultado final deverá ser divulgado em 5 de novembro, com a identificação das entidades selecionadas.
As informações sobre inscrições, critérios e resultados estão disponíveis nos sites da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).
Foto André Frutuôso
Seleção
O edital prevê a seleção de uma entidade proponente por Território de Identidade, totalizando até 27 entidades. As entidades selecionadas representarão empreendimentos dos respectivos territórios durante a feira.
Para a escolha da entidade representante de cada território, deverá ser realizada reunião pelo Colegiado Territorial, com a participação de representantes da União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes Bahia), da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF) e dos empreendimentos coletivos ou individuais.
Programação técnica
O edital também estabelece prazo para o recebimento de propostas destinadas à composição da programação técnica da 17ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária.
As unidades da SDR, demais secretarias de Governo e instituições parceiras poderão encaminhar propostas para o e-mail febafes@sdr.ba.gov.br, no período de 28 de setembro a 28 de outubro de 2026.
As atividades serão realizadas presencialmente e deverão observar os critérios estabelecidos no edital. O resultado da seleção das propostas está previsto para 10 de novembro de 2026, nos sites da SDR e da CAR.
O Estado da Bahia realizou, na terça-feira (22), entregas em Piatã, Rafael Jambeiro e Salvador nas áreas de segurança alimentar, agricultura familiar e educação. As ações incluem a inauguração de uma Cozinha Comunitária, a entrega de equipamentos para associações de produtores rurais e a modernização de uma unidade do Colégio da Polícia Militar, ampliando serviços e estruturas públicas nos três municípios.
Foto Mateus Fernando
No município de Piatã, foi inaugurada uma Cozinha Comunitária Municipal, por meio do Projeto Comida no Prato, do Programa Bahia Sem Fome. O equipamento será responsável pela produção e distribuição de refeições prontas para pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar. A capacidade é de atender 400 pessoas, cinco vezes por semana, com a oferta de 100,8 mil refeições ao longo de um ano.
Em Rafael Jambeiro, associações da agricultura familiar receberam equipamentos para apoiar as atividades produtivas e melhorar as etapas de produção, beneficiamento e comercialização. Foram entregues um kit de irrigação, cinco kits de apicultura, 100 caixas d’água de 500 litros, um trator com implementos, uma forrageira e um tanque-pipa com capacidade para quatro mil litros.
Modernização de Colégio da Polícia Militar
Em Salvador, a Secretaria da Educação do Estado (SEC) entregou a modernização do Colégio da Polícia Militar (CPM) Dona Leonor Calmon, localizado no bairro de Fazenda Grande II. A unidade atende mais de 790 estudantes dos ensinos Fundamental e Médio.
A intervenção contemplou 14 salas, sendo 13 de aula e uma de Atendimento Educacional Especializado (AEE), além de laboratório de Ciências, biblioteca, sala do núcleo psicossocial, teatro e restaurante estudantil. A obra também incluiu a reforma e cobertura da quadra, implantação de vestiário e guarita, instalação de subestação e de usina solar fotovoltaica.
O que hoje é resíduo da cafeicultura pode se transformar em um importante aliado da produção agrícola. Depois que os grãos de café são beneficiados, sobra um material que, muitas vezes, é descartado: a casca, também chamada de palha. E se esse resíduo pudesse voltar para o campo com uma nova função?
Foi justamente essa possibilidade que motivou um estudo realizado na Uesb, campus de Vitória da Conquista, que investiga o potencial do uso da casca do café como substrato alternativo para a produção de mudas, buscando unir sustentabilidade, baixo custo e melhoria no desenvolvimento das plantas.
Mas o que é um substrato? Embora o termo seja comum na agricultura, muitas pessoas desconhecem seu significado. De forma simples, trata-se de um composto orgânico, utilizado para sustentar o crescimento das plantas, especialmente durante a produção de mudas. Além de dar suporte às raízes, ele ajuda a reter água e disponibilizar nutrientes essenciais para o vegetal.
Pensando nisso e a partir da curiosidade sobre o aproveitamento da casca do café, que é gerada de forma abundante durante o beneficiamento dos grãos e obtida sem custos de produção, os pesquisadores resolveram estudar o potencial da utilização do resíduo como substrato. “Conhecendo os indícios do favorecimento nutricional da palha do café, buscamos testar essa ação e seu potencial para sustentar a umidade das plantas”, explica a professora Rayka Santos, pesquisadora e orientadora da pesquisa.
Os resultados observados reforçam a hipótese inicial. Entre os principais benefícios identificados estão a redução da infestação de plantas daninhas; o aumento da coloração verde das folhas, que indica um melhor estado nutricional; e maior vigor no desenvolvimento das plantas cultivadas com a utilização da casca do café.
Ao mesmo tempo, o estudo mostra que o subproduto contribui para melhorar a estrutura física do solo, contribuindo para a retenção de umidade, a porosidade e o fornecimento de nutrientes às plantas.
Agricultura de baixo impacto – Além dos ganhos para o desenvolvimento vegetal, o aproveitamento da palha do café também representa uma alternativa econômica para os produtores rurais. Como o material já é gerado durante a produção, seu uso reduz o desperdício e agrega valor a um resíduo que normalmente seria descartado.
Para Rayka, a pesquisa mostra que é possível produzir com menor impacto ambiental, sem abrir mão da eficiência. “A agricultura sustentável e de baixo impacto é viável e necessária. Estudar alternativas de produção de baixo custo, que favoreçam o equilíbrio do sistema de produção, melhorem a microbiota do solo e tragam resultados reais é fundamental, principalmente para os pequenos produtores”, ressalta a pesquisadora.
Além de Rayka Santos, a pesquisa contou com a participação dos estudantes Ariel Ribeiro, Ruth Stefanny Santos, Mayra Rocha, Ana Cláudia Cerqueira, Pedro Vitor Teixeira e Elane Araújo.
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) elevou para 9,4% a projeção do efeito tarifário médio no país em 2026. O percentual, apresentado na terceira edição do boletim InfoTarifas deste ano, divulgada na ultima sexta-feira (18), supera as estimativas de inflação consideradas pela agência.
O documento trabalha com projeções de 4,4% para o IGP-M e de 5% para o ÍPCA. Dessa forma, o efeito médio previsto para as tarifas de energia é quase o dobro da inflação oficial esperada para o ano. A alta supera inclusive projeções anteriores da agência, que na última edição esperava uma alta de 8,6% em 2026.
A principal pressão vem dos componentes financeiros considerados nos processos tarifários, que respondem por 4,7 pontos percentuais da projeção nacional. Também contribuem para o resultado os encargos setoriais, com impacto de 1,6 ponto; a compra de energia, com 1,1 ponto; a transmissão, com 0,9 ponto; e os custos de distribuição, também chamados de Parcela B, com 0,8 ponto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem uma nova passagem pela Bahia prevista para o próximo dia 25. O destino do presidente será Feira de Santana. A visita ocorrerá na reta final do primeiro turno das eleições e deve reunir os principais nomes da chapa governista no estado.
Lula deverá dividir a agenda com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição, além dos candidatos ao Senado Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT). A expectativa é que deputados, candidatos proporcionais, prefeitos e outras lideranças da base também participem da mobilização.
A passagem por Feira de Santana amplia a participação direta de Lula na campanha de Jerônimo. Desde o início do período eleitoral, o grupo governista tem buscado associar as candidaturas do presidente e do governador e reunir a chapa majoritária nos principais atos realizados no estado. Feira de Santana já entrou no roteiro eleitoral de Jerônimo neste mês. No último dia 3, o governador participou de uma caminhada no conjunto Feira IX, acompanhado de aliados. A campanha também instalou na cidade um comitê regional, inaugurado no fim de agosto, como parte da mobilização no município e nas cidades do entorno.
Jovens eleitores de 2026, Daniel Lélis Barretto, Guilhermo Nunes Britto Tolomei e Paulo Rafael Anjos Lima Carvalho, que tiraram o título de eleitor para votar este ano
As Eleições Gerais de 2026 serão marcadas também pela participação de jovens que irão às urnas pela primeira vez. No Brasil, o voto é facultativo para adolescentes de 16 e 17 anos. Para o pleito deste ano, era necessário ter completado 16 anos até o dia 4 de outubro e estar regularmente inscrito na Justiça Eleitoral.
Em Jequié, estudantes também se anteciparam e tiraram o título de eleitor para participar pela primeira vez de uma eleição. A iniciativa revela curiosidade e interesse em conhecer mais de perto o processo eleitoral e exercer um direito que, a partir dos 18 anos, passa a ser obrigatório para os eleitores alfabetizados.
Mais do que simplesmente comparecer às urnas, o primeiro voto representa para esses jovens uma oportunidade de começar a acompanhar as decisões que influenciam a vida da sociedade e o futuro do país.
Entre os estudantes de Jequié que já providenciaram o documento estão Daniel Lélis Barretto, 16 anos; Guilhermo Nunes Britto Tolomei, 16 anos; e Paulo Rafael Anjos Lima Carvalho, 17 anos.
O que pensam os jovens sobre o primeiro voto?
A Editora do Blog conversou com os três estudantes do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Dom Educar, para saber como eles estão encarando essa nova experiência.
Daniel Lélis Barretto – Como você se sente sabendo que poderá votar pela primeira vez?
“Eu me sinto feliz por poder fazer parte da democracia do meu país e ansioso por participar de algo tão importante, ajudando na criação de um Brasil melhor.”
Guilhermo Nunes Britto Tolomei – O que levou você a decidir tirar o título de eleitor?
“Eu decidi tirar o título de eleitor por alguns motivos, mas o principal deles seria para exercer meu direito democrático como cidadão brasileiro. Acho muito importante isso desde jovem.”
Paulo Rafael Anjos Lima Carvalho – Por que você acha importante o jovem participar das eleições?
“Acho importante o jovem participar das eleições, pois é uma forma de exercer a cidadania e contribuir para as decisões do país. Desde cedo, é importante entender nossos direitos e deveres como cidadãos.”
Uma nova geração nas urnas
Os depoimentos mostram que, para esses estudantes, o primeiro voto representa também uma oportunidade de conhecer melhor o processo democrático e começar a acompanhar de forma mais próxima as decisões que fazem parte da vida do país.
A participação dos jovens, ainda que facultativa nessa faixa etária amplia o contato com a cidadania e com o funcionamento das instituições democráticas.
A Clínica de Direitos Humanos da Uesb é a primeira do Brasil a fazer parte da Rede Latino-Americana de Clínicas Jurídicas de Interesse Público. A integração ocorreu durante o 4º Congresso Regional de Clínicas Jurídicas: Encontro da Rede Latino-Americana de Clínicas de Interesse Público, realizado na Universidade Iteso, na cidade de Guadalajara, no México.
Clínica de Direitos Humanos em evento no México
Essa Rede foi fundada com o propósito de conectar, fortalecer e expandir o modelo de Ensino Clínico do Direito na América Latina por meio de uma articulação internacional. Uma clínica jurídica universitária é integrada e aceita na rede se atuar visando a responsabilidade social, os direitos humanos ou a advocacia pro bono, ou seja, gratuita. Além disso, para que faça parte, deve aliar ensino, pesquisa e extensão.
Com a adesão, a Clínica de Direitos Humanos da Uesb se torna a primeira do estado da Bahia e única do Brasil a integrar a rede internacional. Para Luciana Silva, advogada e professora da Uesb, a integração é um reconhecimento internacional da excelência das atividades desenvolvidas e a consolidação do papel social da Universidade.
“A integração na Rede representa o reconhecimento internacional das atividades no ensino, pesquisa, extensão e efetivação de direitos humanos com foco na metodologia clínica. Consolida o papel da universidade pública de retornar o investimento social à população e demonstra excelência acadêmica ao ser reconhecida por órgãos internacionais e ao ocupar espaços de ponta”, afirma.
Rompendo barreiras – A ocupação de uma cadeira em uma rede latino-americana rompe barreiras geográficas, geopolíticas e colonial, dando voz e espaço ao trabalho realizado no interior da Bahia para o exterior. Mais que isso, para Luciana, fazer parte da Rede “permite descentralizar o debate jurídico internacional, tradicionalmente restrito aos grandes centros e capitais do país”.
O ingresso da Clínica de Direitos Humanos na Rede Latino-Americana também constitui oportunidades na formação dos estudantes. Será possível realizar o compartilhamento de metodologias e práticas clínicas, pesquisas conjuntas, publicações internacionais, participação em seminários, congressos e oficinas, a partir do intercâmbio de conhecimentos com a América Latina.
Nesse sentido, em novembro, os estudantes apresentarão, de maneira virtual, as atividades desenvolvidas na Clínica de Direitos Humanos da Uesb na 13ª Jornadas Nacionales Estudiantiles de Consultorio Jurídico I Jornadas Latinoamericanas Estudiantiles de Clínicas y Consultorios Jurídicos, evento da Universidade da República do Uruguai. “Para a formação dos estudantes, a integração abre portas para atuação conjunta com a troca de experiências com outras clínicas e fortalece a produção e intercâmbio de conhecimento com a América Latina descentralizando o colonialismo com foco europeu”, conclui Luciana.
O apoio do Estado da Bahia à integração entre a produção de cacau nas regiões Sul e Oeste do estado e à criação de uma cooperativa do setor foi discutido durante a Reunião da Câmara Setorial do Cacau. O encontro foi realizado na terça-feira (15), na sede da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), em Barreiras, e reuniu produtores, lideranças do setor, pesquisadores e gestores estaduais e federais para discutir os desafios e as perspectivas de expansão da cacauicultura baiana.
Foto Tiago Dantas
O Estado da Bahia foi representado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) e pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). A parceria entre o Estado e o setor produtivo é fortalecida com a realização de ações voltadas ao enfrentamento da concorrência internacional, às oscilações de preços no mercado e à valorização da produção local.
Durante o encontro, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) apresentou os programas desenvolvidos para apoio ao setor. Também foram elencadas medidas para a retomada da produção cacaueira no estado, que enfrenta desafios há cerca de 40 anos. Entre as propostas estão: a retomada das operações do Porto de Ilhéus para a exportação de cacau, a criação de uma cooperativa para fortalecer o setor e contribuir para a valorização do preço do produto, além da instalação de um galpão com capacidade para armazenar 30 mil sacas de cacau no Sul da Bahia.
A programação abordou ainda temas como a conjuntura econômica da cadeia do cacau e chocolate, políticas públicas, pesquisa, assistência técnica, crédito rural, segurança jurídica e desenvolvimento de novas áreas de produção. Visitas técnicas completaram a agenda.
A proibição da venda e do consumo de bebidas alcoólicas durante as Eleições Gerais de 2026 terá regras diferentes em municípios da Bahia. Portarias de três Zonas Eleitorais publicadas no Diário do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia da Bahia (TER-BA) dia quinta-feira17, estabeleceram períodos distintos para a chamada Lei Seca no primeiro turno e em um eventual segundo turno.
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As restrições foram definidas pelas 55ª, 147ª e 173ª Zonas Eleitorais e atingem 11 municípios. As diferenças envolvem tanto o horário de início e término da proibição quanto o funcionamento dos estabelecimentos comerciais.
No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, as restrições começam na noite de sábado, 3. Em caso de segundo turno, previsto para 25 de outubro, as mesmas regras serão aplicadas a partir do sábado, 24.
A restrição começa às 22h do sábado, 3, e segue até as 22h do domingo, 4. A regra também será aplicada entre as 22h do dia 24 e as 22h do dia 25 de outubro, caso haja segundo turno.
A medida alcança bares, restaurantes, lanchonetes, barracas, supermercados, mercados, lojas de conveniência e estabelecimentos similares, além de ruas, avenidas, praças e outros espaços públicos.
O descumprimento poderá levar à apuração do crime de desobediência eleitoral previsto no artigo 347 do Código Eleitoral. A portaria também requisitou apoio das Polícias Civil e Militar para fiscalização da medida.
No primeiro turno, a venda, distribuição, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas ficam proibidos das 21h do sábado, 3, até as 19h do domingo ,4. Em eventual segundo turno, o período será das 21h do dia 24 às 19h do dia 25 de outubro.
Nesses municípios, bares, restaurantes, trailers e outros estabelecimentos que tenham como atividade principal ou preponderante a comercialização de bebidas alcoólicas deverão encerrar as atividades às 20h30 do sábado. O funcionamento só poderá ser retomado após o fim da restrição, às 19h do domingo.
Restaurantes, lanchonetes, mercados, supermercados, padarias e estabelecimentos semelhantes poderão funcionar durante o período, desde que não comercializem, forneçam ou sirvam bebidas alcoólicas.
Ibotirama, Paratinga e Morpará
Já na 173ª Zona Eleitoral, que reúne Ibotirama, Paratinga e Morpará, a restrição será das 22h do sábado, 3, às 20h do domingo, 4, no primeiro turno.
Em eventual segundo turno, a proibição será aplicada das 22h do dia 24 às 20h do dia 25 de outubro.
A principal diferença é que os estabelecimentos poderão permanecer abertos e exercer suas demais atividades normalmente. A proibição se limita à comercialização e ao fornecimento gratuito de bebidas alcoólicas.
A restrição vale para bares, restaurantes, lanchonetes, depósitos, distribuidoras, supermercados, mercados, mercearias, lojas de conveniência, clubes, casas de eventos, barracas e outros locais que comercializem ou forneçam bebidas alcoólicas.
Descumprimento
As três portarias estabelecem medidas de fiscalização e responsabilização em caso de descumprimento. Na 173ª Zona Eleitoral, por exemplo, a determinação cita expressamente o artigo 347 do Código Eleitoral, que trata do crime de desobediência a ordens ou instruções da Justiça Eleitoral.
O dispositivo prevê pena de detenção de três meses a um ano e pagamento de 10 a 20 dias-multa.
As regras têm caráter temporário e ficam restritas aos períodos definidos pelas respectivas Zonas Eleitorais. Encerrados os horários previstos nas portarias, a comercialização e o fornecimento de bebidas alcoólicas são restabelecidos, observadas as demais normas legais e administrativas.