A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) promove, nos dias 3 e 4 de setembro, no Centro Estadual de Educação, Inovação e Formação da Bahia Mãe Stella, em Salvador, a formação em Robótica destinada aos professores do eixo tecnológico Informação e Comunicação da Educação Profissional e Tecnológica. A iniciativa faz parte da entrega de 21 kits de Robótica na rede estadual de ensino, como estratégia pedagógica de fomento da prática nas escolas.
Foto: Professor Murilo
Durante a formação, na qual os professores serão qualificados para o uso dos equipamentos e orientação aos estudantes, será realizada a entrega simbólica do material, que já se encontra nas escolas e representam um investimento de mais de R$ 3 milhões. O encontro vai contar com a participação de 50 docentes, contemplando 16 Territórios de Identidade, 20 municípios e 21 unidades escolares.
Com a Robótica Educacional, o professor vai ter ferramentas para motivar e interagir com os estudantes utilizando recursos avançados de programação e de montagem dos equipamentos e combinações de sensores.
Segundo o superintendente da Educação Profissional e Tecnológica da SEC, Ezequiel Westphal, a proposta da formação é expandir o aprendizado da Robótica. “Vamos além da construção de robôs móveis e dispositivos mecatrônicos em sala de aula ao ampliarmos as possibilidades de aprendizagem para uma diversidade de experiências, que incluem, entre outras, a coleta e análise de dados em situações do cotidiano”.
Após o sucesso da primeira edição, realizada em 2024, que encantou o público, registrou recorde de vendas e abriu novos mercados, o Festival do Queijo Artesanal da Bahia retorna para sua segunda edição, ainda mais robusto e inovador.
Foto: André Frutuôso
A segunda edição foi oficialmente lançada na última terça-feira (26) durante o Podcast da Agricultura Familiar, que já está disponível no canal do YouTube da CAR (https://www.youtube.com/@carbahiaoficial), reforçando o compromisso com a valorização do queijo artesanal e da cadeia produtiva baiana.
De 30 de outubro a 1º de novembro de 2024, o Mercado do Rio Vermelho, em Salvador, será o ponto de encontro de apaixonados por queijo e de quem deseja conhecer de perto a força da produção artesanal da Bahia. Durante três dias, dezenas de produtores de diferentes regiões do estado apresentarão queijos que carregam quase 500 anos de história, tradição e criatividade.
O festival é uma vitrine da diversidade baiana. Do queijo coalho ao requeijão, passando pelos queijos de cabra e búfala, até criações autorais inspiradas nos biomas da Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado, a Bahia mostra sua pluralidade e inovação. Muitos desses queijos já conquistaram prêmios nacionais e internacionais, evidenciando a qualidade e a excelência da produção.
A 2ª edição do festival é realizada pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com apoio da Associação de Produtores de Queijo da Bahia.
A primeira edição, considerada histórica, não apenas bateu recorde de público e vendas, como também abriu portas para negócios duradouros em feiras, mercados e eventos em todo o estado. Agora, a expectativa é de ampliar em 20% o volume de vendas diretas e consolidar ainda mais a cadeia produtiva do queijo, movimentando a economia, fortalecendo a agricultura familiar e valorizando pequenos e médios produtores.
De acordo com Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR, o festival é um marco na valorização da cultura baiana. “O queijo artesanal da Bahia é um patrimônio histórico e cultural, que carrega a identidade dos nossos territórios. A realização da 2ª edição do festival, com o apoio do Governo do Estado e parceiros, é um passo estratégico para consolidar essa cadeia produtiva, gerar renda, abrir novos mercados e colocar a Bahia no mapa da excelência do queijo artesanal no Brasil e no mundo”.
Concurso do Queijo Artesanal
Entre as novidades deste ano está o 1º Concurso do Queijo Artesanal da Bahia, que premiará os melhores queijos do estado em uma disputa saudável e cheia de sabor. Avaliados por jurados especializados, os vencedores ganharão projeção nacional, dando ainda mais visibilidade a produtores que transformam saberes tradicionais em excelência gastronômica.
Para João Campos, produtor da Queijaria Fazenda Licurizal e presidente da Associação do Queijo Baiano, o festival representa um divisor de águas para os produtores. “A expectativa é a melhor possível. O festival será a grande vitrine do queijo artesanal da Bahia, junto com o primeiro concurso estadual e o lançamento da Rota do Queijo Artesanal. Isso viabiliza a permanência das famílias no campo, com dignidade, e fortalece a agricultura familiar. Queremos mais que vender apenas nos municípios, queremos conquistar Salvador e os grandes mercados consumidores. Será uma revolução no setor artesanal, que vai estimular toda a cadeia produtiva e abrir muitas portas comerciais para os produtores”.
O evento também traz impacto direto no desenvolvimento regional, fortalecendo o turismo rural e gastronômico e conectando o público urbano à origem dos alimentos que consome.
Além da degustação de queijos e da possibilidade de compra direta com os produtores, a programação inclui oficinas, palestras sobre saúde e nutrição, harmonizações com vinhos, cafés, cachaças e doces locais, além de shows musicais que prometem transformar o festival em uma experiência completa.
Depois de uma pausa de nove anos, a capital baiana voltou a sediar a Conferência Estadual LGBTQIAPN+ da Bahia. A abertura da 4ª edição do evento, nesta terça-feira (26), contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues. A 4ª Conferência Estadual LGBTQIAPN+ da Bahia acontece até sexta-feira (28), no Hotel Fiesta, no bairro do Itaigara, em Salvador.
“Eu não vim aqui para fazer foto. Eu vim aqui para demonstrar o interesse nosso com o tema, para assinar o termo de compromisso da minha responsabilidade, com a temática do respeito e dos direitos da comunidade LGBT no estado”, reforçou Jerônimo Rodrigues.
Durante os três dias, a conferência vai discutir temas centrais organizados em quatro eixos: o enfrentamento à violência LGBTQIAPN+; trabalho digno e geração de renda; interseccionalidade e internacionalização; e a ampliação das políticas públicas na Bahia.
Tetê Carrera, vice-presidente do Coletivo Mete Bronca e conselheira estadual LGBT, considera que os debates não podem envolver somente Salvador e região metropolitana. “Temos que pensar nos LGBTs do Sul, no território do Sisal, no Baixo-sul, no Recôncavo. Essa conferência é fundamental para tirarmos proposituras que serão debatidas na nacional, em Brasília, e virar projeto de lei. É sobre isso que estamos lutando, porque nós somos a resistência”.
A conferência é promovida pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBTQIA+ (CELGBT). O objetivo é ser um espaço democrático de escuta, troca e proposição de políticas públicas que assegurem direitos e enfrentem desigualdades e violências contra essa população no estado.
“Não foi fácil chegar até aqui. Nossos corpos são resistência, afirmando nossa existência. Quantos foram mortos para que pudéssemos debater política e encher o auditório de LGBTs? É entender que somos agentes de transformação”, disse o coordenador da Conferência e presidente do CELGBT, órgão consultivo, integrante da SJDH, Augusto Oliveira.
É esperada a participação de 500 pessoas, entre delegadas/os/es, observadoras/es e convidados institucionais. Enfermeira no Hospital Ortopédico, Lorrany Santos, é uma das participantes do evento. “É um espaço de acolhimento a nós, mulheres trans, para sermos vistas e reconhecidas pela sociedade. Essa conferência serve também para lutar pelo direito à democracia. Ela abre portas”, avaliou.
Para o coordenador do Instituto Brasileiro de Transmasculinidade, Núcleo Bahia (Ibrat) e delegado da conferência, Joan Ravir, este é um momento muito importante.
“Estamos reunindo pessoas do Brasil e da Bahia para tratar sobre essa questão LGBTQIAPN+. Esse é um momento histórico de progresso dentro das nossas palestras. Agora a gente está tendo um governo, uma gestão mais inclusiva e que ouve as nossas pautas”, destacou.
A ideia deste encontro é garantir que as propostas sejam incorporadas às ações do Estado, fortalecendo iniciativas já existentes, como o Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBTs (CPDD-LGBT) e a Lei Milena Passos. Outro ponto importante é a escolha das delegações que representarão a Bahia na etapa nacional, prevista para outubro, em Brasília.
“Espero que esses dias sirvam para a gente ter a tranquilidade, a maturidade, a lucidez com o governo, de ouvir críticas, de ouvir reparos, de ouvir sugestões, de ouvir apontamentos, de ouvir os vários pontos que precisam ser aprimorados no nosso trabalho, mas também de celebrarmos as conquistas”, disse o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas.
Antes de chegar à etapa estadual, a mobilização passou por diversas cidades baianas, com conferências municipais e territoriais. Ao todo, 13 territórios de identidade da Bahia estiveram envolvidos, mostrando que o debate sobre diversidade e inclusão vai muito além da capital e está presente em diferentes regiões do estado.
Na oportunidade, foi entregue o manifesto “Nossas Vidas Importam”, que contém 15 pautas formuladas por mais de 60 instituições da sociedade civil para que o Governo do Estado possa executar de forma intersetorial.
Na manhã desta terça-feira (26), o governador Jerônimo Rodrigues autoriza, convênio com as Obras Sociais Irmã Dulce, na Avenida Dendezeiros do Bonfim, em Salvador, para ampliação e instalação de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Santo Antônio. A unidade é referência em saúde no estado e reforça sua importância com a expansão da capacidade de atendimento.
Em seguida o governador visita o Hospital da Mulher, no Largo de Roma, para acompanhar as obras em andamento.
O governador entrega a segunda etapa da urbanização do Hospital Estadual Mont Serrat – Cuidados Paliativos, localizado na Cidade Baixa. Primeira unidade pública do país dedicada exclusivamente a este tipo de atendimento, o hospital já realizou mais de mil internações desde a inauguração em janeiro, oferecendo 63 leitos clínicos e 7 pediátricos.
A nova etapa integra as comemorações dos 100 anos da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e reforça a humanização do cuidado a pacientes em fase avançada de doença e seus familiares.
Vocação, disciplina, rotina de estudos e, acima de tudo, preparo emocional. Esses são alguns dos alicerces que mantêm estudantes universitários na sala de aula e diminuem taxas de evasão, ainda mais quando o curso demanda inteligência emocional para administrar conflitos e até situações limite, como o óbito – a exemplo da área da Medicina.
Na faculdade Afya Itabuna, os estudantes recebem acolhimento psicológico contínuo, dispõem de profissionais da área para escuta ativa e também têm acesso a métodos de inclusão, quando percebidas déficits no aprendizado, relacionado a transtornos de aprendizagem, neurodivergentes e emocionais.
Em alusão ao Dia do Psicólogo, celebrado nesta quarta-feira (27), a atuação desses profissionais ganha destaque nas práticas de apoio aos alunos de medicina. Na Afya Itabuna, esse trabalho é desenvolvido pelo Núcleo de Experiência Discente (NED).
Considerando os desafios enfrentados no início da formação médica, a instituição promove ações voltadas ao acolhimento e ao suporte emocional dos estudantes, com acompanhamento psicológico como parte do processo de adaptação às rotinas acadêmicas e profissionais.
De acordo com a coordenadora e psicóloga do NED, Graciene de Araújo Costa, é fundamental oferecer orientação desde o início do curso para ajudar os estudantes a lidar com os desafios emocionais e acadêmicos da formação médica. O setor tem como foco o acolhimento, apoio e acompanhamento psicológico e psicopedagógico dos alunos.
“Já na semana de acolhimento, os calouros participam de atividades voltadas ao autoconhecimento e à gestão emocional, além de receberem orientações sobre ansiedade no início do curso, responsabilidade médica, metodologia de ensino, gestão de tempo e trabalho em equipe”, explica a psicóloga.
Ela acrescenta que a proposta é antecipar, no ambiente acadêmico, situações que podem surgir ao longo da carreira médica: “Também realizamos o monitoramento das turmas para identificar oportunidades de melhoria no processo de aprendizagem, além de promover a inclusão de estudantes com transtornos de aprendizagem, como dislexia, e outros aspectos ligados à neurodivergência.”
Nesses casos, a faculdade oferece recursos de acessibilidade e bem-estar, como tempo estendido para realização de atividades, ambientes com menor estímulo sensorial durante avaliações e salas de apoio ao relaxamento. Essas medidas buscam promover um ambiente mais acolhedor e adaptado às necessidades individuais dos estudantes. Também são realizadas escutas psicológicas individuais e em grupo, com o objetivo de proporcionar espaços seguros para que os alunos possam expressar emoções, dificuldades e demandas relacionadas à vivência acadêmica.
Com esse conjunto de ações voltadas ao bem-estar e ao desenvolvimento emocional, a instituição busca contribuir para a formação de profissionais mais preparados para os desafios da prática médica. “O trabalho voltado ao autoconhecimento e ao fortalecimento da inteligência emocional favorece o desenvolvimento de habilidades importantes para lidar com situações complexas do dia a dia médico”, destaca Graciene de Araújo Costa. “Para cuidar do outro, é preciso estar bem”, conclui a psicóloga.
Com uma programação diversificada composta por shows, apresentações artísticas e mensagens religiosas, foi encerrada na noite desse último sábado (23), a celebração do Dia do Evangélico da história do município. A iniciativa foi promovida pela Prefeitura de Jequié, em parceria com a Ordem dos Pastores Evangélicos de Jequié (OPEJE), e mobilizou milhares de pessoas ao longo de quatro dias de intensa programação, celebrando a fé e a união da população.
Foto: Divulgação Ascom PMJ
As celebrações foram iniciadas na quarta-feira, 20, data oficial em que é comemorado o Dia do Evangélico em Jequié, e seguiram até o sábado,23, transformando a Praça da Bíblia em um verdadeiro espaço de louvor, comunhão e confraternização entre famílias jequieenses e visitantes.
A noite de encerramento teve início por volta das 19h, com a apresentação da Banda 7, que subiu ao palco trazendo um repertório vibrante de músicas gospel, contagiando o público com louvores animados e mensagens edificantes. A empolgação seguiu com a apresentação do cantor Fabiano Ribeiro, que assumiu o palco às 20h, emocionando os presentes com canções que exaltaram a fé e a esperança, além de preparar o ambiente para a apresentação mais aguardada da noite.
Às 21h, após um momento de ministração da Palavra, a jovem cantora carioca Maria Marçal encantou o público com sua voz marcante e poderosa. Conhecida nacionalmente, Maria Marçal trouxe um show que foi além da música, proporcionando uma experiência memorável de fé e conexão espiritual. Com um repertório composto por sucessos como “Deserto” além de “Deixa”, “Meu Filho, Descansa”, “Infinito” e “Uma Coisa Nova”, A artista foi ovacionada pela multidão, e marcou um momento especial para a história de Jequié, reafirmando a relevância do evento e seu impacto sobre o público presente.
Um fruto chamado mangostão,originário do Sudeste da Ásia, o fruto típico de regiões tropicais é famoso, especialmente, pelo seu sabor e aroma, e agora uma nova faceta dele vem sendo pesquisada: o uso da sua casca na produção de corantes naturais para a indústria de alimentos, medicamentos e cosméticos.
O estudo vem sendo realizado no Laboratório de Tecnologia de Produtos de Origem Vegetal (LTPOV) da Uesb, campus de Itapetinga. O objetivo central é aproveitar os chamados pericarpos do mangostão, a casca de cor púrpura, para produção, formulação e aplicação do corante natural em alimentos e outros produtos.
Andréa Gomes, professora e pesquisadora que lidera a pesquisa, explica que essa cor presente na casca do mangostão é devido aos flavanoides antociânicos, um composto natural presente em frutos e flores, como uva, açaí, repolho roxo, jabuticaba, hibisco e tantos outros.
Além da cor, esse novo corante impacta na dieta de quem consome os alimentos. “Diferente dos corantes artificiais/sintéticos, os naturais são compostos bioativos, que além dos efeitos sobre a percepção das cores, apresentam atividade antioxidante, com alegações de funcionalidade como proteção às células contra danos causados pelos radicais livres, ação anti-inflamatória e antitumoral”, aponta Andréa.
Apesar dos corantes artificiais apresentarem mais estabilidade, poder tintorial e menor custo, problemas de alergias e outros malefícios à saúde humana vêm apontando uma cautela mundial quanto ao seu uso. “A tendência demonstrada pelo mercado em restringir o uso de corantes sintéticos em alimentos e as restrições impostas pela Organização Mundial de Saúde têm levado a indústria e os pesquisadores ao interesse por materiais naturais, em particular hortifrutícolas, folhas e flores, que são usados como corantes”, explica a pesquisadora.
No Brasil, o sul da Bahia e regiões do Pará, São Paulo e Espírito Santo são as maiores produtoras do mangostão. Apesar de cerca de 75% do peso do fruto ser da sua casca, o consumo dele está concentrado em sua polpa, o que gera um alto descarte. “O aproveitamento desses materiais apresentam várias vantagens econômicas e ambientais, como a utilização integral de matérias-primas biológicas, por exemplo”, acrescenta Andréa.
Da extração à aplicação – Até chegar ao corante e sua aplicação, os cientistas tiveram um longo caminho. O primeiro passo foi a obtenção da matéria-prima. Todas as cascas do mangostão utilizadas nessa pesquisa experimental vieram dos municípios de Una e Ipiaú, no sul da Bahia, direto para o Laboratório da Uesb.
Com os pericarpos em mãos, as etapas seguintes compreenderam a obtenção e a quantificação do extrato bruto, o estudo da estabilidade, a extração em maiores quantidades, a formulação do corante, a aplicação desse corante formulado e o tratamento estatístico dos dados.
“Os corantes concentrados foram testados em balas de gelatina e embalagens inteligentes (biofilmes) como indicadores colorimétricos de qualidade”, explica Andréa, que contou com a colaboração da professora Cristiane Patrícia de Oliveira, também da Uesb.
O trabalho ainda tem pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) como parceiros. Os resultados obtidos já foram publicados em eventos e revistas científicas.
A Conitec, comissão do Ministério da Saúde, decidiu não incluir remédios à base de semaglutida (Ozempic e Wegovy) e liraglutida (Saxenda e Victoza) no SUS (Sistema Único de Saúde). A justificativa principal foi o alto custo das medicações que podem chegar a R$ 1 mil por caneta aplicadora. Ambos os medicamentos são indicados para o tratamento de obesidade, especialmente em pacientes com condições associadas, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
A comissão também ressaltou que o SUS já oferece alternativas para o tratamento da obesidade, como a cirurgia bariátrica, o que pesou na decisão de não incorporar os remédios à rede pública. A decisão faz com que os medicamentos permaneçam fora do escopo de tratamentos oferecidos pelo SUS, apenas acessíveis na rede particular.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) desmentiu as publicações que circulam em veículos de comunicação e redes sociais sobre um suposto surto de HIV/Aids entre jovens de 14 a 19 anos. Segundo a nota oficial da Sesab, a informação de que 11 mil casos teriam sido registrados nesta faixa etária é equivocada e irresponsável. A nota foi emitida no sábado, 23.
Imagem Reprodução
Na Bahia, no ano de 2025, até o início de agosto, foram notificados 93 casos de HIV/Aids na faixa etária de 14 a 19 anos. Em 2024, nesta mesma faixa etária, foram 184 casos. No ano de 2023 foram 158 registros. Em 2022 o número chegou a 137
Considerando todas as idades, na Bahia, de janeiro de 2023 a 02 de agosto de 2025 foram diagnosticados 11.187 casos de HIV e Aids, 8.005 (72%) no gênero masculino, 3.164 (28%) no gênero feminino e 18 casos com gênero ignorado.
Destes, 168 casos foram na faixa etária de 10 a 19 anos, 5.212 casos de 20 a 34 anos, foram 3.664 casos em pessoas com idade entre 35 e 49 anos, 1.517 de 50 a 64 anos e 345 casos em pessoas com mais de 65 anos.
O Estado vem intensificando as ações de educação em saúde, prevenção combinada e ampliação do acesso ao diagnóstico, especialmente nos serviços voltados ao público adolescente e jovem. Além disso, recomenda-se fortalecer a integração entre atenção básica, serviços especializados e redes de apoio social, garantindo acompanhamento qualificado e redução das barreiras que dificultam a adesão às medidas de prevenção e tratamento.
A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia abriu 30 vagas para contratação via Regime Especial de Direito Administrativo (Reda). As inscrições e o edital estarão disponíveis através do portal da UESB e ficarão abertas até o dia 21 de setembro.
As oportunidades migram para diversos cargos, de nível técnico e superior, em creches nas cidades de Vitória da Conquista e Jequié, ambas no sudoeste da Bahia. Os salários são de R$3.594,85 para nível superior e R$2.678,66 para as vagas de nível médio.