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Author Archives: Lu Lélis

Agricultura Familiar da Bahia conquista espaço e novos mercados na SuperBahia 2025

A força, a diversidade e a qualidade da produção da agricultura familiar da Bahia estão em evidência na SuperBahia 2025 – Feira e Convenção Baiana de Supermercados, Atacadistas e Distribuidores, encerrando na sexta-feira (8), no Centro de Convenções de Salvador.

Foto: André Frutuôso

Durante três dias, cafés, chocolates, cervejas artesanais, polpas de frutas, licuri, mel, queijos, iogurtes, ovos caipiras, flocão de milho, geleias e muitos outros produtos encantaram supermercadistas, atacadistas e distribuidores. Tudo isso foi reunido em um estande exclusivo de 80 m², organizado pelo Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com o tema: “Produtos da Agricultura Familiar da Bahia. Qualidade, Diversidade e Sustentabilidade”.

A participação é estratégica, pois abre portas para novos negócios, parcerias comerciais e acordos de distribuição, além de reforçar a presença dos produtos da agricultura familiar nas prateleiras de todo o estado.

Alexandre Félix, presidente da Cooperativa Agrícola da Bahia (Coab), destacou a relevância da presença na feir. “Estar aqui é uma grande oportunidade. Representamos mais de 700 famílias da agricultura familiar e produzimos o melhor palmito do Brasil. Graças ao apoio do Governo do Estado, estamos em contato com empresários de várias regiões e vamos, com certeza, ampliar nossas vendas.”

Deoclécio Miranda, Agentes Técnico em Gestão e Acesso a Mercado (ATEG) da Cooperativa Agropecuária dos Agricultores e Apicultores do Médio São Francisco (Coopamesf), ressaltou a importância de valorizar e dar visibilidade ao mel produzido no Velho Chico. “A SuperBahia fortalece a nossa cadeia produtiva, especialmente em momentos desafiadores. O mel é um produto de alta qualidade e aqui ele está sendo visto, provado e reconhecido”.

O evento também foi palco para a divulgação de produtos como os ovos caipiras da Coopaves. Para Adaize Moreira, ATEG da cooperativa, a feira é fundamental para ampliar mercados. “Trazer a marca Ovos Caipira Baiano da Gema para um evento desse porte é essencial para que ela seja inserida em redes e mercados por toda a Bahia”.

Já a Coopes, que trabalha com o licuri, buscou agregar valor e alcançar novos públicos, como explica a Ateg Débora Queiroz. “Estamos aqui para representar nossas agricultoras e garantir que o licuri chegue a supermercados e atacadistas. Queremos que esse produto, tão tradicional e nutritivo, seja cada vez mais acessível.”

Foto: André Frutuôso

Além da exposição e degustação de produtos, o estande também apresentou o Catálogo de Produtos da Agricultura Familiar da Bahia e contou com o apoio do Centro de Distribuição da Agricultura Familiar, em Itapuã, que oferece infraestrutura moderna com câmaras frias e capacidade para mais de 200 toneladas, garantindo logística eficiente para atender pedidos de todo o estado.

 Fonte: Ascom/SDR

´Programa Bahia Alfabetizada integra ação entre o Governo do Estado e municípios para fortalecer educação no ensino fundamental

O Governo da Bahia sancionou, na manhã desta quinta-feira (7) em Salvador, a Lei nº 25.668/2025, que estabelece o Programa Bahia Alfabetizada. O ato é mais uma ação para fortalecer o regime de colaboração entre o Estado e os 417 municípios baianos em uma união de esforços na busca pela alfabetização das crianças na idade adequada e de reforço no combate ao analfabetismo.  

Foto Thuane Maria/GOVBA

Entre as ações do programa, a Secretaria Estadual de Educação elaborou um plano de 10 semanas voltado para aplicação das secretarias municipais de educação e apresentou ações para melhoria das aprendizagens com ênfase no 1º  e 2º ano do ensino fundamental e de recomposição do 3º ao 5º ano.

“A gente sabe que a atribuição da alfabetização pela LDB é uma atribuição dos municípios. A gente sabe que o município precisa de apoio, é isso que o governo do estado tem colocado à disposição […] com um olhar dedicado nesse momento para a alfabetização. Sabemos que se o estudante não estiver alfabetizado ao final dos sete anos [ele terá] um ensino fundamental fragilizado, destacou a secretária Rowena Brito.

 “O ideal é que a gente possa ter uma criança [com sete anos] sabendo ler e escrever. Nas avaliações dos últimos anos nós percebemos que precisamos melhorar a alfabetização. Não dá para a gente ficar culpando que é o prefeito A, prefeito B, até porque existem realidades diferentes. […] Eu não tenho dúvidas que, em um curto prazo, vamos estancar esse prejuízo existente e que, a médio e longo prazo, a gente possa colocar a Bahia em posições mais adequadas [no ranking de alfabetização]”, disse o governador durante a coletiva de imprensa.

Professor da Uesb ganha Prêmio Jabuti Acadêmico

Jorge Augusto é professor do Departamento de Ciências Humanas e Letras (DCHL) da Uesb, campus de Jequié

Professor da Uesb, Jorge Augusto, do Departamento de Ciências Humanas e Letras (DCHL), acaba de ganhar a segunda edição do Prêmio Jabuti Acadêmico, com o livro “Modernismo Negro”. A obra aborda o movimento modernista brasileiro a partir das experiências negras e periféricas, fazendo um diálogo com a obra de Lima Barreto.

Fruto de sua tese de Doutorado em Literatura, o livro foi o vencedor na categoria “Letras, Linguística e Estudos Literários”, na cerimônia de premiação que ocorreu no último dia 5 de agosto, em São Paulo. Para Jorge Augusto, essa premiação é mais do que um reconhecimento de seu trabalho individual, ela carrega o peso histórico da conquista de espaços majoritariamente brancos. Ele comenta que, como um intelectual negro “os circuitos de validação da sua produção são muito escassos. Então, uma premiação dessa chama tanta atenção, inclusive por eu ser uma pessoa negra ganhando esse prêmio”, afirma. 

O professor também vê o recebimento do Jabuti Acadêmico como uma chance de levar seu trabalho a novos públicos e alcançar mais pessoas. “A literatura negra tem coisas importantes a ensinar para esse país. Talvez a gente possa, a partir da literatura negra, pensar um Brasil melhor”, comenta.

Lançado em outubro de 2024, “Modernismo Negro” foi eleito um dos lançamentos mais importantes do ano pela Revista O Odisseu. A obra também conta com textos de intelectuais como Muniz Sodré, Leda Maria Martins e Henrique Freitas, e já foi apresentada em eventos por diversas cidades do país, incluindo Salvador (BA), Natal (RN), São Paulo (SP) e Jequié (BA).

Jorge Augusto ainda é poeta e professor do Programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e coordena o grupo Perifa, na Uesb, que pesquisa autorias negras da Bahia e do Brasil. “A gente prioriza os autores e autoras negras baianas tentando pensar a partir dessas autorias negras formulações estéticas e éticas da literatura negra, ou seja, como a literatura negra nos possibilita imaginar um diferente”, explica. Além de “Modernismo Negro”, o pesquisador já publicou “Muvuca” (2024), “O Mapa de Casa” (2023), “Contemporaneidades Periféricas” (2018), entre outros títulos.

Sobre o Prêmio – Em sua segunda edição, o Prêmio Jabuti Acadêmico é uma extensão do tradicional Prêmio Jabuti, a mais importante premiação literária do Brasil. Criado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) com apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o prêmio foi lançado para reconhecer a efervescente produção acadêmica, científica, técnica e profissional do país.

Ascom/UESB

Governo da Bahia e Fieb apresentam propostas no MDIC para minimizar impactos do tarifaço dos EUA

O Governo do Estado participou, nesta quarta-feira (7), de reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em Brasília, para discutir estratégias que mitiguem os impactos da nova tarifa imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. 

Foto Eduardo Aiache/GOVBA

O secretário da Casa Civil da Bahia, Afonso Florence, representou o governador Jerônimo Rodrigues. Florence lidera o Grupo de Trabalho estadual criado para enfrentar os efeitos do chamado “tarifaço”. Também participariam, remotamente, o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique; o superintendente da entidade, Vladson Menezes; além da presidente-executiva da Associação das Indústrias Processadoras de Cacau, Anna Paula Losi; e o diretor de relações institucionais da Abiquim, Marcelo Pimentel.

Durante a reunião desta quarta, foram discutidas, com o Governo Federal, propostas emergenciais e estruturantes com foco na exclusão de produtos baianos da lista de sobretaxação dos EUA e na possibilidade de redução de alíquotas, como forma de preservar a competitividade da indústria e os empregos no estado. O encontro é um desdobramento da agenda realizada na última segunda-feira (5), quando o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente da FIEB apresentaram os primeiros pleitos ao vice-presidente e ministro da Indústria Geraldo Alckmin, resultado do Grupo de Trabalho (GT) criado pelo governo baiano com participação da FIEB e demais representantes do setor produtivo exportador. 

Segundo estimativas do Observatório da Indústria da FIEB, a efetivação das tarifas pode resultar em uma retração de 0,27% no PIB estadual, o que representa uma perda de R$ 1,3 bilhão. Além disso, cerca de 210 mil trabalhadores estão empregados em setores industriais da Bahia que exportam para os Estados Unidos — incluindo a indústria petroquímica, cacau e derivados, metalurgia (ferroligas), mineração, têxtil, cosméticos e produtos da agricultura familiar, como frutas, café, mel e pescados.

Na reunião, também foram discutidas diversas medidas de apoio financeiro emergencial às empresas impactadas como: a aceleração de compensações tributárias, alternativas de regulações para proteger o setor produtivo, ampliação do Reintegra e articulação diplomática para levar as demandas baianas à Organização Mundial do Comércio (OMC), a proposta de inclusão dos produtos afetados nas listas de exceção tarifária (LETEC) e desequilíbrios comerciais (LDCC) também foi defendida.

Durante a reunião, o chefe de gabinete do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Pedro Guerra, destacou o comprometimento do Governo Federal com a escuta ativa das demandas regionais. Ele afirmou que o ministério está atento às preocupações apresentadas pelo Governo da Bahia e pelo setor produtivo, reconhecendo a gravidade dos impactos provocados pelas tarifas americanas. “Estamos atentos às demandas colocadas pelo Governo da Bahia e pelo setor produtivo. Esse diálogo é fundamental para que possamos construir, juntos, as medidas mais eficazes diante desse cenário. O Governo Federal está comprometido em ouvir, articular e apresentar soluções que realmente façam diferença, considerando as especificidades regionais e os desafios nacionais”, afirmou.

O GT permanece em articulação com os ministérios envolvidos e deve, nos próximos dias, evoluir para a criação de um Comitê Conjunto de Comércio Exterior (CCEX), que reunirá o futuro Comitê Estadual de Comércio Exterior (CECEX) e a FIEB. O objetivo é garantir planejamento estratégico contínuo, monitoramento dos impactos e maior capacidade de resposta diante dos desdobramentos internacionais.

Secom/GOVBA

Acordo fortalece a presença de produtos da agricultura familiar nos supermercados baianos

Foi assinado, nesta quarta-feira (06/08), um Acordo de Cooperação entre o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e a Associação Baiana de Supermercados (Abase). O objetivo é viabilizar a realização de ações e atividades conjuntas para incentivo, promoção, divulgação e parcerias, visando ampliar a aquisição de produtos das agroindústrias familiares pelas redes de supermercados filiadas à Abase.

O ato foi realizado durante a abertura da SuperBahia – Feira e Convenção Baiana de Supermercados, Atacados e Distribuidores, no Centro de Convenções de Salvador. 

Durante o evento, que segue até sexta-feira (08/08), o público tem a oportunidade de conhecer produtos de agroindústrias familiares de diversas regiões da Bahia, reunidos na Vila da Agricultura Familiar, um empório exclusivo voltado à realização de rodadas de negócios com o setor supermercadista.

O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, destacou que a SuperBahia representa um espaço estratégico para a abertura de novos negócios com agroindústrias da agricultura familiar, que possuem capacidade de fornecimento para as redes de supermercados, tanto no varejo quanto no atacado. “Com este acordo, a parceria com a Abase se tornará ainda mais efetiva, aproximando as cooperativas da agricultura familiar da Bahia das redes de supermercados do estado, colocando seus produtos em ainda mais mesas de baianos e baianas”, afirmou.

Para Amanda Vasconcelos, presidente da Abase, o acordo firmado durante o evento evidencia o compromisso do setor supermercadista com o desenvolvimento sustentável e a responsabilidade social. “Estamos falando de valorizar o que é produzido na nossa terra e fortalecer toda a cadeia de abastecimento. Esse acordo reafirma o papel social dos supermercados baianos e demonstram que, quando unimos forças, quem ganha é a população”, destacou.

Alimentos saudáveis

Produtos como aipim congelado, iogurtes, manteiga, queijos, alimentos minimamente processados, polpas de frutas, doces, geleias e chocolates, oriundos da agricultura familiar baiana, já estão sendo comercializados em redes de supermercados como Atakarejo, Hiperideal, Rede Mix, Novo Mix, Atacadão e Sam’s Club. A expectativa é que, com o acordo assinado, aumente tanto o número de produtos quanto o de supermercados parceiros que comercializam a produção da agricultura familiar da Bahia.

“São alimentos saudáveis, produzidos pela agricultura familiar baiana, dos quatro cantos do estado que estão chegando aqui para a SuperBahia 2025, para adentrar de uma vez por todas nas prateleiras dos supermercados. Isso é fruto de política pública do Governo do Estado”, salientou o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro.

Centro de Distribuição

A iniciativa é realizada em parceria com a Federação das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes-Bahia), responsável pela logística dos produtos, a partir do Centro de Distribuição da Agricultura Familiar, localizado no bairro de Itapuã, em Salvador. Com câmaras frias e uma área de 1.296 m², o centro possui capacidade superior a 200 toneladas, garantindo agilidade na entrega e a integridade dos produtos até os pontos de venda.

A participação dos empreendimentos da agricultura familiar na SuperBahia é estratégica para a geração de novos negócios, parcerias comerciais e acordos de distribuição. Os produtos contam com o Selo de Identificação da Agricultura Familiar da Bahia (SIPAF), que atesta a origem e qualidade, além de oferecer benefícios fiscais de ICMS para lojistas e distribuidores, um diferencial competitivo importante no mercado varejista.

Fonte: Ascom/CAR

Fotos: Marta Medeiros / CAR_GovBA

Lula sanciona leis de valorização do carnaval carioca e do Axé-Music

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (6) dois projetos de lei que buscam valorizar festas e músicas brasileiras. O PL 1.730/2024 reconhece o carnaval do Rio de Janeiro como manifestação da cultura nacional. O PL 4.187/2024 institui 17 de fevereiro como Dia Nacional da Axé-Music, gênero musical nascido na Bahia.

Luiz Caldas/Foto Reprodução

“A cultura brasileira se destaca no mundo inteiro, é uma das culturas que mais influenciam outras culturas no mundo. E o carnaval tem esse lugar, esse momento de exposição de tudo isso. Para quem vive realmente de arte, de cultura, ele condensa todas as expressões, todas as profissões”, disse a ministra da Cultura, Margareth Menezes.

A solenidade também contou com a presença da ministra de Secretaria de Relações Institucionais do Brasil Gleisi Hoffmann, do ministro do Turismo Celso Sabino, da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e da ministra de Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo. Parlamentares, prefeitos, artistas e representantes de blocos e escolas de samba também participaram do ato.

As origens do carnaval carioca remontam ao século XIX e tem como base histórica culturas afro-brasileiras. A relatora do projeto, a deputada federal Laura Carneiro (PSD/RJ), destacou o peso econômico da festa e a possibilidade de captação de mais recursos. O Axé Music nasceu na Bahia nos anos 1980, fruto da fusão de ritmos como ijexá, samba, frevo, reggae e lambada. O gênero está presente em blocos afro e circuito de trios elétricos do carnaval baiano. A escolha do dia 17 de fevereiro como data oficial faz referência ao lançamento da música Fricote, de Luiz Caldas, considerada o marco inicial do gênero.

Agência Brasil

Mandiocultura vira renda e oportunidade para agriculturas familiares de Jequié

O cheiro de biscoito assando, bolo de aipim e pães quentinhos toma conta da Unidade de Processamento de Derivados de Mandioca, no distrito de Itajuru, em Jequié. Inaugurada em 2023, a cozinha comunitária virou ponto de encontro e sustento para 20 famílias de agricultoras familiares que, até pouco tempo atrás, produziam no fundo do quintal de casa, com pouca estrutura, mas com muita vontade de fazer acontecer.

Quem conta essa história é a presidente da Associação das Mulheres do Assentamento Flor da Terra (AMAFT), Lilian Michelle. “Essa cozinha é fruto de uma luta que começou lá em 2013, quando a gente manifestou interesse em ter uma associação de mulheres aqui no assentamento. Através desse movimento, conseguimos entrar num edital da CAR e, hoje, temos uma cozinha completa, com fornos, panificadora e tudo o que precisamos para trabalhar com dignidade”, explica.

O espaço, construído pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), trouxe uma virada de chave para a comunidade. Agora, as mulheres produzem biscoitos, beiju, bolo de aipim e outros derivados de mandioca em condições adequadas, com mais qualidade e capacidade de produção.

Colocamos nossos produtos em feiras como a da Agricultura Familiar e, com isso, essa unidade tem permitido que muitas mulheres do município possam ter condições de sustentar suas famílias”, completa Michelle.

Hoje, a produção da AMAFT também abastece programas institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e integra a rede Comida no Prato, iniciativa do Bahia Sem Fome, garantindo alimentação para mais de 400 famílias em situação de vulnerabilidade.

A trajetória da associação é mais um exemplo claro de como políticas públicas, aliadas à organização comunitária e à agricultura familiar, transformam desafios em oportunidades de trabalho, renda e desenvolvimento.

Texto e Foto: Rodrigo Pimentel/SDR/GOVBA

Pesquisa da Uesb aponta que espinheira-santa contribui com a prevenção de cáries

Uma planta típica do sertão baiano, usada há décadas em chás caseiros para aliviar dores de estômago, agora pode ganhar um novo papel: a prevenção da cárie dentária. É o que revelou uma pesquisa feita na Uesb, no campus de Jequié, que testou o extrato da Maytenus truncata, conhecida popularmente como espinheira-santa, contra a bactéria Streptococcus mutans, principal causadora da doença.

Liderado por Gabriel Cairo, mestre em Enfermagem e Saúde pela Uesb, o estudo mostrou, que mesmo em baixas concentrações, o extrato da planta foi capaz de inibir o crescimento das bactérias que provocam as cáries. Além disso, os testes apontaram que o efeito antimicrobiano é comparável ou até superior a substâncias presentes em enxaguantes bucais. “Isso nos dá esperança de desenvolver produtos eficazes com uma dose pequena de planta, o que é bom para o meio ambiente e para a produção em larga escala”, afirma Gabriel.

Para avaliar a ação da planta, os pesquisadores coletaram folhas da Maytenus truncata na zona rural de Jequié. “A Maytenus truncata é praticamente exclusiva do nosso bioma caatinga, o que torna essa descoberta ainda mais especial. Além de valorizar a nossa biodiversidade, mostramos que a ciência feita aqui pode gerar soluções para problemas de saúde pública”, destaca o pesquisador.

A planta foi processada em laboratório e transformada em extrato etanólico, que depois foi testado em diferentes concentrações sobre culturas da bactéria Streptococcus mutans, isolada de uma amostra de saliva. “Escolhemos trabalhar com uma cepa clínica, ou seja, uma bactéria real, retirada da boca de uma pessoa, e não uma amostra de laboratório. Isso dá mais realismo e confiança aos resultados”, explica.

Os testes incluíram dois métodos: análise em placas de cultura e medições com espectrofotômetro – um equipamento que mede o crescimento das bactérias ao longo do tempo. As análises mostraram que, em determinadas concentrações, o extrato da espinheira-santa conseguiu reduzir o crescimento da bactéria de forma significativa.

Uma curiosidade da pesquisa foi testar extratos de folhas com e sem espinhos. Os resultados foram levemente diferentes, o que indica que diferentes partes da planta podem ter composições químicas distintas. “Como os espinhos são folhas modificadas, eles podem concentrar compostos específicos. Futuramente, podemos estudar qual parte da planta é mais eficaz e otimizar a produção do extrato”, comenta o pesquisador.

Cézar Casotti, professor da Uesb e também pesquisador do trabalho, pontua que, em um cenário onde a saúde bucal ainda é um desafio para muitas comunidades, encontrar soluções acessíveis, naturais e eficazes pode fazer a diferença. “Esse é um exemplo claro de como o conhecimento gerado dentro da universidade pública pode impactar positivamente a vida das pessoas. A Uesb está de portas abertas para a pesquisa, para a inovação e para a valorização do que é nosso”, conclui Cézar.

A equipe agora planeja novos estudos para verificar se o extrato é seguro para uso em humanos, além de testar sua eficácia em condições clínicas, como em pacientes com alta incidência de cáries. “Nosso objetivo é desenvolver um produto com identidade regional. Pensamos em um enxaguante bucal que leve, no nome, a espinheira-santa e que valorize o Sudoeste da Bahia. Isso é ciência com raízes e com propósito”, afirma Gabriel.

A investigação foi realizada por uma equipe interdisciplinar com formação em Odontologia, Farmácia e Biologia. Acesse o artigo completo aqui.

Ascom/UESB

Seminário em Salvador reforça papel do SUAS na proteção e enfrentamento ao racismo na primeira infância

Foto Feijão Almeida/GOVBA

Com perspectivas de reduzir episódios de racismo na infância, o seminário “Infâncias sem Racismo”, que acontece nesta segunda-feira (4) e terça-feira (5), no Gran Hotel, em Salvador, debate políticas públicas voltadas à infância. O evento integra o Programa Primeira Infância no Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e reúne gestores municipais, técnicos, especialistas e representantes de organizações sociais de diferentes territórios da Bahia.

Ao tratar da iniciativa, a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Fabya Reis, reforçou que a articulação entre o Programa Primeira Infância e o SUAS potencializa o alcance das ações de proteção social na Bahia. “Nós contemplamos, também, uma infância sem racismo para crianças PCDs, para as indígenas, para as quilombolas. Essa é uma articulação para que a gente possa seguir promovendo o enfrentamento ao racismo e à igualdade racial no nosso estado. E adotando, sempre, o princípio da equidade como ferramenta para as nossas políticas públicas”, disse a secretária.

A secretaria da Sepromi, Ângela Guimarães, acrescentou que a primeira infância é uma fase da vida que demanda mais proteção do Estado e da família. “Nós sabemos o quanto o racismo é avassalador na experiência de vida de pessoas negras em geral. Se tratando dessa fase, até os seis anos, é ainda mais delicado, precisa de todo tipo de proteção, para que, de fato, exista o exercício de uma cidadania integral. A gente une esforços aqui hoje, de toda  rede de proteção básica da infância, para alcançar o propósito de uma infância sem racismo”.

Foto Feijão Almeida/GOVBA

Organizado pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), UNICEF e Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), o encontro pretende ampliar estratégias de mobilização e aprimorar a atuação do SUAS no combate ao racismo.

Especialista em desenvolvimento infantil da Unicef, Maria Luísa Passos apresenta no evento cadernos que vão auxiliar assistentes sociais de toda a Bahia em práticas antirracistas nas redes de atenção. “Esse caderno foi impresso e cada pessoa que está nesse evento terá régua e compasso, enquanto assistentes sociais, técnicos das redes de proteção, para potencializar esses assuntos dentro dos seus territórios. Isso vai se refletir em um serviço mais humanizado, mais igualitário e mais respeitoso, dialogando com as identidades territoriais”, completou.

O evento conta com uma programação que prevê mesas sobre proteção social e a atuação da rede de proteção à infância, políticas antirracistas e impactos do racismo na vida das crianças. Além de espaços lúdicos com contação de histórias e encontro com autores da literatura negra infantil.

Para Alexandra Marçal, coordenadora do CRAS de Tanhaçu, região da Chapada Diamantina, na Bahia, o seminário também é um espaço de formação, que vai reverberar em práticas mais sensíveis à questão racial nas redes de proteção. “É um grande privilégio estar aqui hoje, ter essa comunidade, levar para a minha cidade grandes aprendizados. Uma cidade que tem duas comunidades quilombolas, né?! Então, chegando lá, farei uma reunião com a minha equipe e passar para eles tudo o que eu aprendi aqui”, dividiu a gestora.

Programa Primeira Infância

Com 800 mil visitas domiciliares realizadas no primeiro quadrimestre de 2025, o programa Primeira Infância está presente em 369 municípios baianos. O Estado tem investido em medidas que vão desde cofinanciamento de serviços à ampliação da rede de proteção. Em parceria com o SUAS, o programa atende crianças de até 6 anos e gestantes, com ações  de fortalecimento de vínculos familiares.

Milena Fahel/GOVBA

Núcleo da Uesb promove exposição artística para marcar retorno das atividades em Jequié

Foto: Divulgação UESB

No dia 13 de agosto, às 14 horas, o Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Extensão em Cuidados à Saúde da Família em Convibilidade com Doenças Crônicas (Niefam), vinculado ao Departamento de Saúde 2 da Uesb, campus de Jequié, promoverá um momento especial de recepção aos participantes das atividades do segundo semestre. A ação acontecerá no Anfiteatro 1 do Pavilhão Professor Manoel Sarmento, e marcará o retorno das atividades do projeto de extensão “Saúde e Bem-estar da Pessoa Adulto-Idosa a partir das Práticas Integrativas e Complementares (Pics) do SUS no Niefam”.

A programação contará com uma amostra dos trabalhos manuais produzidos pelas pessoas idosas que integram o projeto, com destaque para as práticas de arteterapia em crochê, vagonite, pintura em tecido e flores de EVA. Os produtos são resultado das atividades realizadas em cursos específicos, conduzidos em grupos, duas vezes por semana, às quartas e sextas-feiras, na Universidade. Durante essas oficinas, os participantes compartilham saberes e fazeres manuais em um processo de aprendizagem coletiva, que contribui significativamente para o fortalecimento da coordenação motora fina, das funções cognitivas e da socialização no envelhecimento.

Além de apreciar os trabalhos expostos, o público presente poderá adquiri-los, incentivando a valorização da produção artística e o protagonismo das pessoas idosas. A exposição reflete os efeitos positivos das Pics na promoção de um envelhecimento ativo, saudável e feliz, e antecede as aulas de exercício físico corporal também ofertadas pelo projeto. O evento é aberto ao público, sem necessidade de inscrição.

Para mais informações, os interessados podem entrar em contato com o Niefam pelo e-mail lab_enf@yahoo.com.br ou pelo telefone (73) 3528-9627.

Ascom Uesb