{"id":43763,"date":"2026-07-14T10:07:47","date_gmt":"2026-07-14T13:07:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/?p=43763"},"modified":"2026-07-14T10:07:47","modified_gmt":"2026-07-14T13:07:47","slug":"como-a-inteligencia-artificial-vem-sendo-utilizada-em-pesquisa-cientifica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/como-a-inteligencia-artificial-vem-sendo-utilizada-em-pesquisa-cientifica\/","title":{"rendered":"Como a Intelig\u00eancia Artificial vem sendo utilizada em pesquisa cient\u00edfica?"},"content":{"rendered":"\n<p>O potencial da Intelig\u00eancia Artificial (IA) vai muito al\u00e9m de escrever textos ou criar imagens curiosas na internet. Na verdade, a ci\u00eancia desenvolvida dentro dos laborat\u00f3rios da Uesb \u00e9 a prova viva disso. Da biotecnologia \u00e0 an\u00e1lise de documentos hist\u00f3ricos, a tecnologia virou uma aliada de peso para os pesquisadores da Universidade.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ciencia-da-computacao-laboratorio.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-43764\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Essa hist\u00f3ria, inclusive, n\u00e3o \u00e9 de hoje. Em 2020, no \u00e1pice da pandemia de Covid-19, cientistas da Uesb j\u00e1 cruzavam dados com o aux\u00edlio da IA para combater o v\u00edrus. O esfor\u00e7o resultou em diversos artigos cient\u00edficos e na cria\u00e7\u00e3o de um&nbsp;software&nbsp;inovador, capaz de desenhar sequ\u00eancias de pept\u00eddeos (mol\u00e9culas que ajudam a defender o organismo) contra a Covid-19, alcan\u00e7ando uma efic\u00e1cia comprovada de mais de 90%.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Bruno Andrade, do Departamento de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (DCB), campus de Jequi\u00e9, fez parte desse time e, hoje, direciona a tecnologia para o que a ci\u00eancia chama de \u201cdesenvolvimento racional\u201d. Na pr\u00e1tica, ele usa os computadores para o \u201cdesenvolvimento racional de f\u00e1rmacos, pesticidas, conservantes de alimentos, controle de pragas e vetores de doen\u00e7as, antivirais, antibi\u00f3ticos e biosensores\u201d, elenca.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas engana-se quem pensa que a IA serve apenas para as Ci\u00eancias Exatas ou Biol\u00f3gicas. No Departamento de Estudos Lingu\u00edsticos e Liter\u00e1rios (Dell), campus de Vit\u00f3ria da Conquista, a professora Cristiane Namiuti lidera projetos que mostram como a tecnologia pode ajudar a desvendar o passado. Em parceria com pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ela coordena o desenvolvimento de ferramentas de IA focadas em limpar, tratar e analisar textos antigos digitalizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa uni\u00e3o de esfor\u00e7os deu vida ao&nbsp;Corpus Carolina: um vasto e organizado acervo de textos do portugu\u00eas brasileiro contempor\u00e2neo (produzidos entre 1970 e 2021). Esse \u201cbanco de palavras\u201d \u00e9 fundamental para o avan\u00e7o do Processamento de Linguagem Natural (PLN) no pa\u00eds, que \u00e9 a tecnologia que permite aos computadores entenderem a nossa l\u00edngua da forma como ela \u00e9 falada e escrita de verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ferramenta sim, substituta n\u00e3o&nbsp;\u2013 Apesar dos resultados impressionantes, os cientistas deixam claro: a tecnologia n\u00e3o faz m\u00e1gica. \u00c9 preciso ter cautela. \u201cA IA \u00e9 bastante limitada, n\u00e3o substitui o ser humano, requer muito treinamento e corre\u00e7\u00e3o. O uso n\u00e3o consciente pode levar ao erro de confiar que uma ferramenta possa realizar um trabalho humano sozinha\u201d, alerta Cristiane.<\/p>\n\n\n\n<p>Bruno concorda e resume a din\u00e2mica: \u201cA IA deve ser uma ferramenta, e n\u00e3o um substituto ao m\u00e9todo cient\u00edfico tradicional\u201d. Afinal, sem o olhar cr\u00edtico do cientista para conferir os resultados, os algoritmos podem falhar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9tica em foco&nbsp;\u2013&nbsp;A quest\u00e3o \u00e9tica \u00e9 um debate forte quando o assunto \u00e9 Intelig\u00eancia Artificial. Afinal, para que seja poss\u00edvel utilizar essa ferramenta em estudos cient\u00edficos, \u00e9 necess\u00e1rio que ela seja treinada a partir de dados pr\u00e9vios, geralmente dispon\u00edveis em bases de dados p\u00fablicas. \u201cMuitas vezes esses dados s\u00e3o utilizados indiscriminadamente e sem referenciar as fontes originais\u201d, explica Bruno.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando os estudos envolvem pacientes humanos, a situa\u00e7\u00e3o se torna ainda mais delicada, pois envolve a privacidade dos pacientes. Assim, os pesquisadores precisam redobrar o cuidado no tratamento dos dados e na obten\u00e7\u00e3o do consentimento para seu uso em uma Intelig\u00eancia Artificial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Bruno, a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cmanter a forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e \u00e9tica dos cientistas e aspirantes a cientistas atrav\u00e9s de campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o, cursos e forma\u00e7\u00f5es para o uso correto dessas ferramentas, al\u00e9m de criar mecanismos de detec\u00e7\u00e3o do uso incorreto dessas tecnologias\u201d, finaliza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www2.uesb.br\/ciencianauesb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Confira outros conte\u00fados cient\u00edficos no site do \u201cCi\u00eancia na Uesb\u201d<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Ascom\/Uesb<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O potencial da Intelig\u00eancia Artificial (IA) vai muito al\u00e9m de escrever textos ou criar imagens curiosas na internet. 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