{"id":41519,"date":"2025-08-25T10:09:32","date_gmt":"2025-08-25T13:09:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/?p=41519"},"modified":"2025-08-25T10:09:32","modified_gmt":"2025-08-25T13:09:32","slug":"pesquisa-da-uesb-transforma-casca-de-mangostao-em-corante-natural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/pesquisa-da-uesb-transforma-casca-de-mangostao-em-corante-natural\/","title":{"rendered":"Pesquisa da Uesb transforma casca de mangost\u00e3o em corante natural"},"content":{"rendered":"\n<p>Um fruto chamado mangost\u00e3o,origin\u00e1rio do Sudeste da \u00c1sia, o fruto t\u00edpico de regi\u00f5es tropicais \u00e9 famoso, especialmente, pelo seu sabor e aroma, e agora uma nova faceta dele vem sendo pesquisada: o uso da sua casca na produ\u00e7\u00e3o de corantes naturais para a ind\u00fastria de alimentos, medicamentos e cosm\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/mangostao-imagem-ilustrativa.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-41520\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O estudo vem sendo realizado no Laborat\u00f3rio de Tecnologia de Produtos de Origem Vegetal (LTPOV) da Uesb, campus de Itapetinga. O objetivo central \u00e9 aproveitar os chamados pericarpos do mangost\u00e3o, a casca de cor p\u00farpura, para produ\u00e7\u00e3o, formula\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o do corante natural em alimentos e outros produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9a Gomes, professora e pesquisadora que lidera a pesquisa, explica que essa cor presente na casca do mangost\u00e3o \u00e9 devido aos flavanoides antoci\u00e2nicos, um composto natural presente em frutos e flores, como uva, a\u00e7a\u00ed, repolho roxo, jabuticaba, hibisco e tantos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da cor, esse novo corante impacta na dieta de quem consome os alimentos. \u201cDiferente dos corantes artificiais\/sint\u00e9ticos, os naturais s\u00e3o compostos bioativos, que al\u00e9m dos efeitos sobre a percep\u00e7\u00e3o das cores, apresentam atividade antioxidante, com alega\u00e7\u00f5es de funcionalidade como prote\u00e7\u00e3o \u00e0s c\u00e9lulas contra danos causados pelos radicais livres, a\u00e7\u00e3o anti-inflamat\u00f3ria e antitumoral\u201d, aponta Andr\u00e9a.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos corantes artificiais apresentarem mais estabilidade, poder tintorial e menor custo, problemas de alergias e outros malef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade humana&nbsp;v\u00eam apontando uma cautela mundial quanto ao seu uso. \u201cA tend\u00eancia demonstrada pelo mercado em restringir o uso de corantes sint\u00e9ticos em alimentos e as restri\u00e7\u00f5es impostas pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade t\u00eam levado a ind\u00fastria e os pesquisadores ao interesse por materiais naturais, em particular hortifrut\u00edcolas, folhas e flores, que s\u00e3o usados como corantes\u201d, explica a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o sul da Bahia e regi\u00f5es do Par\u00e1, S\u00e3o Paulo e Esp\u00edrito Santo s\u00e3o as maiores produtoras do mangost\u00e3o. Apesar de cerca de 75% do peso do fruto ser da sua casca, o consumo dele est\u00e1 concentrado em sua polpa, o que gera um alto descarte. \u201cO aproveitamento desses materiais apresentam v\u00e1rias vantagens econ\u00f4micas e ambientais, como a utiliza\u00e7\u00e3o integral de mat\u00e9rias-primas biol\u00f3gicas, por exemplo\u201d, acrescenta Andr\u00e9a.<\/p>\n\n\n\n<p>Da extra\u00e7\u00e3o \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o&nbsp;\u2013 At\u00e9 chegar ao corante e sua aplica\u00e7\u00e3o, os cientistas tiveram um longo caminho. O primeiro passo foi a obten\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria-prima. Todas as cascas do mangost\u00e3o utilizadas nessa pesquisa experimental vieram dos munic\u00edpios de Una e Ipia\u00fa, no sul da Bahia, direto para o Laborat\u00f3rio da Uesb.<\/p>\n\n\n\n<p>Com os pericarpos em m\u00e3os, as etapas seguintes compreenderam a obten\u00e7\u00e3o e a quantifica\u00e7\u00e3o do extrato bruto, o estudo da estabilidade, a extra\u00e7\u00e3o em maiores quantidades, a formula\u00e7\u00e3o do corante, a aplica\u00e7\u00e3o desse corante formulado e o tratamento estat\u00edstico dos dados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs corantes concentrados foram testados em balas de gelatina e embalagens inteligentes (biofilmes) como indicadores colorim\u00e9tricos de qualidade\u201d, explica Andr\u00e9a, que contou com a colabora\u00e7\u00e3o da professora Cristiane Patr\u00edcia de Oliveira, tamb\u00e9m da Uesb.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho ainda tem pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), da Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) como parceiros. Os resultados obtidos j\u00e1 foram publicados em eventos e revistas cient\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ascom\/UESB<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um fruto chamado mangost\u00e3o,origin\u00e1rio do Sudeste da \u00c1sia, o fruto t\u00edpico de regi\u00f5es tropicais \u00e9 famoso, especialmente, pelo seu sabor e aroma, e agora uma nova faceta dele vem sendo pesquisada: o uso da sua casca na produ\u00e7\u00e3o de corantes naturais para a ind\u00fastria de alimentos, medicamentos e cosm\u00e9ticos. 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