{"id":39293,"date":"2024-11-13T15:50:22","date_gmt":"2024-11-13T18:50:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/?p=39293"},"modified":"2024-11-13T15:50:23","modified_gmt":"2024-11-13T18:50:23","slug":"uesb-realiza-projeto-de-saude-em-comunidades-quilombolas-de-conquista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/uesb-realiza-projeto-de-saude-em-comunidades-quilombolas-de-conquista\/","title":{"rendered":"Uesb realiza projeto de sa\u00fade em comunidades quilombolas de Conquista"},"content":{"rendered":"\n<p>Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), s\u00e3o mais de 1.800 localidades quilombolas baianas, totalizando cerca de 400 mil pessoas. Nesse cen\u00e1rio, Vit\u00f3ria da Conquista aparece com 33 comunidades quilombolas registradas na Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares, a grande maioria localizada na zona rural.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Saude-nos-Quilombos-.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-39294\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u00c9 o caso das comunidades de Maria Clem\u00eancia e Oiteiro, que v\u00eam recebendo o <a href=\"https:\/\/www.uesb.br\/noticias\/uesb-realiza-projeto-de-saude-em-comunidades-quilombolas-de-conquista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">projeto de extens\u00e3o \u201cAten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade aos moradores de comunidades quilombolas de Vit\u00f3ria da Conquista: da preven\u00e7\u00e3o ao diagn\u00f3stico de doen\u00e7as cr\u00f4nicas\u201d<\/a>, conhecido, nas redes, como \u201cSa\u00fade nos Quilombos\u201d. Localizadas em regi\u00f5es distantes dos centros onde os servi\u00e7os de sa\u00fade tendem a ser mais acess\u00edveis, essas comunidades re\u00fanem, aproximadamente, 3500 pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Coordenada pelo professor Raphael Queiroz, do Departamento de Ci\u00eancias da Sa\u00fade (DCS), a a\u00e7\u00e3o surgiu em 2016 e foi retomada, neste ano, com uma abrang\u00eancia maior de atividades. Por meio de a\u00e7\u00f5es dentro das pr\u00f3prias comunidades, o projeto atua n\u00e3o s\u00f3 com atividades educativas e preventivas, mas tamb\u00e9m realiza exames laboratoriais, diagn\u00f3sticos e, quando necess\u00e1rio, encaminhamentos para tratamento gratuito dessa popula\u00e7\u00e3o, com regula\u00e7\u00e3o do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n\n\n\n<p>Neste primeiro momento, o \u201cSa\u00fade nos Quilombos\u201d atuar\u00e1 com as Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas N\u00e3o Transmiss\u00edveis, com foco nas metab\u00f3licas, que s\u00e3o a diabetes mellitus e a hipertens\u00e3o. Segundo a coordena\u00e7\u00e3o do projeto, estudos j\u00e1 apontam que a maioria da popula\u00e7\u00e3o que apresenta essas duas doen\u00e7as s\u00e3o pessoas pretas, sendo o fator gen\u00e9tico uma vari\u00e1vel importante nesses casos. Al\u00e9m disso, a a\u00e7\u00e3o rastreia outras doen\u00e7as, por meio dos question\u00e1rios aplicados nos primeiros contatos com essas comunidades, identificando, por exemplo, os c\u00e2nceres.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Saude-nos-Quilombos-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-39295\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Os encontros com as comunidades s\u00e3o feitos quinzenalmente e as atividades ser\u00e3o realizadas at\u00e9 o fim de 2025.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Doen\u00e7a rara&nbsp;\u2013 Outro levantamento feito pelo projeto, a partir de uma alta propens\u00e3o gen\u00e9tica j\u00e1 estudada, \u00e9 quanto \u00e0 anemia falciforme, doen\u00e7a de origem heredit\u00e1ria, que tem rela\u00e7\u00e3o direta com a afrodescend\u00eancia e que causa infec\u00e7\u00f5es, dores, fadiga, entre outros sintomas. Pessoas com anemia falciforme apresentam uma deforma\u00e7\u00e3o das hem\u00e1cias, transformando-as de redondas para o formato de foice, o que vai impactar, por exemplo, na circula\u00e7\u00e3o e oxigena\u00e7\u00e3o do corpo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos indiv\u00edduos com a doen\u00e7a, cerca de 2 a 8% da popula\u00e7\u00e3o apresentam o tra\u00e7o falciforme, que \u00e9 aquele com a caracter\u00edstica gen\u00e9tica, mas que n\u00e3o apresenta os sintomas, nem desenvolve a doen\u00e7a. Quando duas pessoas com esse tra\u00e7o geram um filho, as chances de ele nascer com a anemia falciforme \u00e9 de 25%. Com isso, o projeto visa identificar esses indiv\u00edduos na comunidade e alertar em rela\u00e7\u00e3o aos riscos, especialmente no que diz respeito aos casamentos consangu\u00edneos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe do projeto \u00e9 formada por professores e estudantes do curso de Medicina da Uesb, campus de Vit\u00f3ria da Conquista, bem como do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Multic\u00eantrico em Bioqu\u00edmica e Biologia Molecular. Al\u00e9m disso, conta com o apoio do Laborat\u00f3rio Central de Vit\u00f3ria da Conquista, que integra o Hospital Municipal Esa\u00fa Matos, bem como da Secretaria Municipal de Sa\u00fade da cidade. Mais informa\u00e7\u00f5es, acesse o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/saudenosquilombos.uesb?igsh=bTc3b3llOXE1cnI2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram do projeto.<\/a>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), s\u00e3o mais de 1.800 localidades quilombolas baianas, totalizando cerca de 400 mil pessoas. 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