{"id":38419,"date":"2024-07-19T15:20:56","date_gmt":"2024-07-19T18:20:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/?p=38419"},"modified":"2024-07-19T15:20:56","modified_gmt":"2024-07-19T18:20:56","slug":"brasil-tem-8-441-localidades-quilombolas-aponta-censo-64-estao-no-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/brasil-tem-8-441-localidades-quilombolas-aponta-censo-64-estao-no-nordeste\/","title":{"rendered":"Brasil tem 8.441 localidades quilombolas, aponta Censo; 64% est\u00e3o no Nordeste"},"content":{"rendered":"\n<p>O Censo Demogr\u00e1fico 2022 contabilizou 8.441 localidades quilombolas no Brasil. Quase 64% desses espa\u00e7os ficam na regi\u00e3o Nordeste, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<br>\u00a0As localidades v\u00e3o al\u00e9m dos territ\u00f3rios oficialmente delimitados. S\u00e3o lugares onde o Censo verificou a exist\u00eancia de aglomerados permanentes de no m\u00ednimo 15 pessoas declaradas quilombolas, cujos domic\u00edlios est\u00e3o a no m\u00e1ximo 200 metros de dist\u00e2ncia uns dos outros.<br>\u00a0O mapeamento atende a uma demanda dessa popula\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a delimita\u00e7\u00e3o oficial de territ\u00f3rios &#8220;avan\u00e7ou muito pouco&#8221; ao longo das d\u00e9cadas no pa\u00eds, disse Fernando Damasco, gerente de Territ\u00f3rios Tradicionais e \u00c1reas Protegidas do IBGE.<br>\u00a0&#8220;Desde que a gente come\u00e7ou a preparar o Censo, as comunidades quilombolas sempre salientaram que a gente n\u00e3o poderia se restringir \u00e0s \u00e1reas oficialmente delimitadas, porque n\u00e3o s\u00e3o representativas do conjunto das \u00e1reas ocupadas pelos quilombolas&#8221;, afirmou o pesquisador.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"667\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Quilombolas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-38420\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>&#8220;O Censo, j\u00e1 na sua primeira divulga\u00e7\u00e3o [sobre o grupo], confirmou isso. S\u00f3 12% da popula\u00e7\u00e3o quilombola, aproximadamente, est\u00e1 dentro dos territ\u00f3rios oficialmente delimitados. Por isso, fizemos um processo de identifica\u00e7\u00e3o das localidades.&#8221;<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dados do recenseamento divulgados anteriormente apontaram que o Brasil tem 1,3 milh\u00e3o de quilombolas. Do total, apenas 167,8 mil (12,6%) vivem dentro de territ\u00f3rios oficialmente reconhecidos, enquanto 1,2 milh\u00e3o (87,4%) est\u00e1 fora das \u00e1reas.<br>\u00a0Este \u00e9 o primeiro Censo que traz detalhes sobre a popula\u00e7\u00e3o quilombola. O IBGE, contudo, n\u00e3o informou quantas pessoas vivem nas 8.441 localidades espalhadas pelo territ\u00f3rio nacional.<br>\u00a0&#8220;Devido a limita\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas e aos cuidados com a preserva\u00e7\u00e3o da confidencialidade das informa\u00e7\u00f5es estat\u00edsticas, n\u00e3o foi poss\u00edvel, nesta publica\u00e7\u00e3o, definir a popula\u00e7\u00e3o residente em cada localidade quilombola&#8221;, declarou o instituto.<br>\u00a0O que os n\u00fameros apontam \u00e9 que 85% das localidades (7.160) ficam fora de territ\u00f3rios oficialmente delimitados. A fatia restante, de 15% (1.281), situa-se dentro de \u00e1reas formalmente reconhecidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador lembrou que um mapeamento pr\u00e9vio do IBGE, referente a 2019, havia contabilizado 5.972 localidades no pa\u00eds \u2013patamar inferior ao do Censo 2022 (8.441). Segundo o t\u00e9cnico, o recenseamento aprimorou o trabalho de identifica\u00e7\u00e3o, o que teria contribu\u00eddo para um alcance maior.<br>\u00a0&#8220;Agora, com o resultado do Censo, conseguimos aperfei\u00e7oar o mapeamento e produzir uma vis\u00e3o atualizada e muito mais completa, porque parte da declara\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios informantes quilombolas&#8221;, afirmou.<br>\u00a0De acordo com o recenseamento, as 8.441 localidades est\u00e3o associadas a 7.666 comunidades quilombolas no Brasil. A diferen\u00e7a nos n\u00fameros se justifica porque duas ou mais localidades podem pertencer a uma \u00fanica comunidade.<br>\u00a0As localidades s\u00e3o os espa\u00e7os f\u00edsicos, os lugares de moradia dos quilombolas, enquanto as comunidades s\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es que unem os grupos.<br>\u00a0&#8220;Esse pertencimento est\u00e1 relacionado a quest\u00f5es \u00e9tnicas, hist\u00f3ricas e sociais, de modo que uma mesma comunidade pode ser composta por mais de uma localidade, conforme a necessidade de dispers\u00e3o espacial e as formas de organiza\u00e7\u00e3o locais e regionais de cada grupo&#8221;, disse o IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>As localidades ficam principalmente no Nordeste, seguido de Sudeste, com 1.245 localidades quilombolas (14,75% do total), e Norte, com 1.228 (14,55%). O Sul (304 ou 3,6%) e o Centro-Oeste (278 ou 3,29%) fecham a lista.<br>\u00a0No recorte por unidades da Federa\u00e7\u00e3o, o destaque vai para o Maranh\u00e3o. O estado registrou 2.025 localidades quilombolas, o maior n\u00famero do pa\u00eds (23,99% do total).<br>\u00a0A Bahia (1.814) aparece depois. Minas Gerais (979) e Par\u00e1 (959) tamb\u00e9m tiveram mais de 900 localidades recenseadas.<br>\u00a0Entre as unidades da Federa\u00e7\u00e3o com aglomerados do tipo, o Distrito Federal mostrou o menor n\u00famero: tr\u00eas. Roraima e Acre n\u00e3o tiveram registros.<br>\u00a0O Maranh\u00e3o tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o por ter 11 munic\u00edpios entre os 20 com mais localidades quilombolas no pa\u00eds. Os n\u00fameros mais elevados do Brasil foram verificados nas cidades maranhenses de Alc\u00e2ntara (122) e Itapecuru-Mirim (121).<\/p>\n\n\n\n<p>Dados do Censo divulgados anteriormente j\u00e1 haviam indicado que a cidade de Alc\u00e2ntara tem a maior propor\u00e7\u00e3o de quilombolas no pa\u00eds \u2014quase 85% do total de habitantes locais. O Maranh\u00e3o tamb\u00e9m lidera o ranking dos estados, com 3,97% da popula\u00e7\u00e3o total declarada como quilombola.<br>\u00a0Em Minas Gerais, Janu\u00e1ria (101) teve mais de cem registros do tipo. Entre os 20 munic\u00edpios de maior destaque, a \u00fanica capital \u00e9 Macap\u00e1, com 56 localidades quilombolas.<br>\u00a0Quando a an\u00e1lise considera n\u00fameros absolutos, a Bahia aparece \u00e0 frente, com o maior contingente de quilombolas do pa\u00eds (397,5 mil). O Maranh\u00e3o (269,2 mil) vem na sequ\u00eancia.<br>\u00a0Nas edi\u00e7\u00f5es anteriores do Censo, os quilombolas eram contabilizados somente no resultado geral da popula\u00e7\u00e3o brasileira, sem a identifica\u00e7\u00e3o atual.<br>\u00a0Para mapear o grupo, o IBGE incluiu nos question\u00e1rios de 2022 a seguinte pergunta: &#8220;Voc\u00ea se considera quilombola?&#8221;. Em caso positivo, o entrevistado podia responder, na sequ\u00eancia, a qual comunidade pertence.<br>\u00a0Os quilombos surgiram como resposta \u00e0 viol\u00eancia praticada contra os negros trazidos \u00e0 for\u00e7a da \u00c1frica e escravizados no Brasil. Os primeiros registros desse tipo de forma\u00e7\u00e3o datam da d\u00e9cada de 1570.(bahianoticias)<\/p>\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Censo Demogr\u00e1fico 2022 contabilizou 8.441 localidades quilombolas no Brasil. Quase 64% desses espa\u00e7os ficam na regi\u00e3o Nordeste, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).\u00a0As localidades v\u00e3o al\u00e9m dos territ\u00f3rios oficialmente delimitados. S\u00e3o lugares onde o Censo verificou a exist\u00eancia de aglomerados permanentes de no m\u00ednimo 15 pessoas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-38419","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38419","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38419"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38419\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38421,"href":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38419\/revisions\/38421"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38419"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38419"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38419"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}