{"id":31209,"date":"2022-07-21T15:14:21","date_gmt":"2022-07-21T18:14:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/?p=31209"},"modified":"2022-07-21T15:14:21","modified_gmt":"2022-07-21T18:14:21","slug":"pesquisa-da-uesb-revela-perigos-do-consumo-de-plantas-medicinais-por-gestantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/pesquisa-da-uesb-revela-perigos-do-consumo-de-plantas-medicinais-por-gestantes\/","title":{"rendered":"Pesquisa da Uesb revela perigos do consumo de plantas medicinais por gestantes"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-31210 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/plantas-medicinais-gestante-01.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/>O uso de plantas medicinais com finalidade fitoter\u00e1pica \u00e9 comum no cotidiano de muitas comunidades. Al\u00e9m disso, \u00e9 vigente o consenso de que a utiliza\u00e7\u00e3o de produtos naturais n\u00e3o causam malef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade. No entanto, a ingest\u00e3o de plantas medicinais por gr\u00e1vidas deve ser feita com cautela, pois podem conter princ\u00edpios ativos capazes de afetar a forma\u00e7\u00e3o neonatal.<\/p>\n<p>A\u00a0Punica granatum, conhecida popularmente por rom\u00e3, por exemplo, \u00e9 uma esp\u00e9cie comumente aplicada para fins medicinais, mas que apresenta potenciais riscos para gestantes. Dependendo da quantidade, frequ\u00eancia e forma de uso, a fruta pode provocar c\u00f3licas, sangramentos e, at\u00e9 mesmo, m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o do feto e abortos em casos mais graves.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, S\u00e2mela Thais Ladeia, egressa do curso de bacharelado em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Uesb, campus de Itapetinga, produziu o Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (TCC) intitulado \u201cPropriedades medicinais da Rom\u00e3 (Punica granatum L. LYTHRACEAE). Aplica\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas: uma an\u00e1lise para gestantes\u201d.\u00a0\u201cSempre ouvi falar do uso da rom\u00e3 como planta medicinal atrav\u00e9s de vizinhos e familiares. No final do curso, pensei em me aprofundar mais no assunto, e, junto com meu orientador, o professor Murilo Scaldaferri, trouxemos a perspectiva das gestantes sobre seu uso antes e durante o per\u00edodo gestacional\u201d, explicou Ladeia.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, foram aplicados question\u00e1rios para 80 gestantes que faziam o atendimento pr\u00e9-natal nos Programas de Sa\u00fade Da Fam\u00edlia (PSF), em Itapetinga, onde constavam informa\u00e7\u00f5es desde idade, escolaridade at\u00e9 o uso da rom\u00e3 pelas gestantes. A partir desse levantamento, foi observado que,\u00a053 gestantes j\u00e1 haviam feito uso da rom\u00e3 ou ainda estavam fazendo, durante o per\u00edodo gestacional.<\/p>\n<p>Das entrevistadas, 11% utilizavam a rom\u00e3 de forma aliment\u00edcia e 89% faziam a infus\u00e3o em \u00e1gua e ch\u00e1 do caule e folhas. Isso despertou preocupa\u00e7\u00e3o em Ladeia, uma vez que o caule apresenta componentes qu\u00edmicos que, atrav\u00e9s dos seus princ\u00edpios ativos, s\u00e3o capazes de atravessar a placenta e atingir o feto.<\/p>\n<p>Durante a aplica\u00e7\u00e3o dos question\u00e1rios, foi levantada uma breve discuss\u00e3o, evidenciando os malef\u00edcios de algumas partes da rom\u00e3. \u201cNotei surpresa tanto da parte das mulheres entrevistadas quanto dos profissionais da sa\u00fade que estavam presentes, pois ningu\u00e9m conhecia seus riscos. Diante disso, percebi que seria importante levar esse conhecimento atrav\u00e9s de palestras para todas as pessoas atendidas pelo Programa de Sa\u00fade da Fam\u00edlia e aos profissionais que ali trabalham\u201d, ressaltou Ladeia.<\/p>\n<p>Para o professor Murilo Scaldaferri, vinculado ao Departamento de Ci\u00eancias Exatas e Naturais (DCEN) e orientador do TCC, pesquisas como essa servem para refor\u00e7ar a necessidade de conscientiza\u00e7\u00e3o da sociedade sobre o uso indiscriminado n\u00e3o s\u00f3 da rom\u00e3, mas de qualquer produto, principalmente, em caso de gesta\u00e7\u00e3o ou estado de sa\u00fade mais delicado sem o acompanhamento de um profissional. \u201cA ideia popularizada de que produtos naturais n\u00e3o fazem mal, mesmo se usados indiscriminadamente, n\u00e3o \u00e9 verdadeira, e esse tipo de informa\u00e7\u00e3o tem que alcan\u00e7ar o m\u00e1ximo de pessoas poss\u00edvel\u201d, salientou Scaldaferri.<\/p>\n<p>Como meio de difundir os resultados dessa pesquisa de forma mais abrangente, est\u00e1 em processo de consolida\u00e7\u00e3o o desenvolvimento de uma atividade de conscientiza\u00e7\u00e3o. \u201cA extens\u00e3o do conhecimento levantado com as pesquisas que realizamos \u00e9 o que vai, realmente, causar um impacto positivo para a sociedade, e a Universidade trabalha sobre o trip\u00e9 do ensino, pesquisa e extens\u00e3o. Al\u00e9m do retorno, que j\u00e1 foi dado para as gestantes que participaram da pesquisa, nosso grupo, o N\u00facleo Multidisciplinar de Sa\u00fade Preventiva, j\u00e1 come\u00e7ou trabalhar na sele\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias e ferramentas adequadas para a difus\u00e3o do conhecimento\u201d, frisou Scaldaferri.(Ascom\/Uesb)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O uso de plantas medicinais com finalidade fitoter\u00e1pica \u00e9 comum no cotidiano de muitas comunidades. Al\u00e9m disso, \u00e9 vigente o consenso de que a utiliza\u00e7\u00e3o de produtos naturais n\u00e3o causam malef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade. 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