{"id":27816,"date":"2021-10-27T20:38:38","date_gmt":"2021-10-27T23:38:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/?p=27816"},"modified":"2021-10-27T20:44:12","modified_gmt":"2021-10-27T23:44:12","slug":"judo-e-um-caminho-para-a-transformacao-social-no-municipio-de-maracas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/judo-e-um-caminho-para-a-transformacao-social-no-municipio-de-maracas\/","title":{"rendered":"Jud\u00f4 \u00e9 um caminho para a transforma\u00e7\u00e3o social no munic\u00edpio de Marac\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27817 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Projeto-Jiquiri\u00e7\u00e1-Kennedy-Almeida-01.jpg\" alt=\"\" width=\"602\" height=\"400\" \/>A data de 28 de outubro \u00e9 conhecida como Dia Mundial do Jud\u00f4, em homenagem ao nascimento do mestre japon\u00eas Jigoro Kano. Ele \u00e9 o criador da arte marcial cujo nome pode ser traduzido em portugu\u00eas como \u201cCaminho Suave\u201d por ensinar t\u00e9cnicas de luta que apostam na integra\u00e7\u00e3o do corpo, mente e esp\u00edrito, sem a utiliza\u00e7\u00e3o de armas.<\/p>\n<p>Mas o que a pequena cidade de Marac\u00e1s, localizada do outro lado do globo terrestre, tem a ver com essa hist\u00f3ria? A rela\u00e7\u00e3o \u00e9 mais pr\u00f3xima do que se pode imaginar. \u00c9 l\u00e1 que o jud\u00f4 vem extrapolando o universo do esporte para se consolidar como ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o social, atrav\u00e9s do Projeto Jiquiri\u00e7\u00e1, fundado em 2014.<\/p>\n<p>O principal exemplo vem do fundador do projeto e presidente da Ajam (Associa\u00e7\u00e3o Jiquiri\u00e7\u00e1 de Artes Marciais), Djalma Silva Jr., de 42 anos. \u201cQuando mais jovem eu era muito briguento e procurei uma academia de artes marciais pra me \u2018ajudar\u2019 nisso. Mas fui apresentado a uma filosofia de vida totalmente diferente, que pregava o oposto da viol\u00eancia\u201d, lembra o sensei, que \u00e9 faixa preta de jud\u00f4 e jiu-jitsu e foi levado pela pr\u00e1tica do trabalho solid\u00e1rio a cursar uma faculdade de Servi\u00e7o Social.<\/p>\n<p>OITO T\u00cdTULOS &#8211; Ainda em fase de retomada gradual por conta da pandemia, o projeto Ajam tem capacidade para acolher at\u00e9 150 alunos, que participam de forma totalmente gratuita, gra\u00e7as a a\u00e7\u00f5es de apoio como a da Largo | Van\u00e1dio de Marac\u00e1s, que contribui com recursos para participa\u00e7\u00e3o em competi\u00e7\u00f5es e doa\u00e7\u00e3o de quimonos para os atletas. Em sete anos, o Jiquiri\u00e7\u00e1 j\u00e1 conquistou oito t\u00edtulos em campeonatos estaduais.<\/p>\n<p>Algumas dessas medalhas est\u00e3o no acervo de Kennedy Almeida, vice-presidente da associa\u00e7\u00e3o. Hoje com 23 anos, ele chegou ao projeto ainda adolescente e enfrentou junto com o sensei os perrengues da fase inicial, quando os treinos aconteciam em uma garagem emprestada. Entre altos e baixos, ele se tornou o primeiro faixa preta do projeto e passou de aluno a professor. Quanto ao n\u00famero de medalhas, ele j\u00e1 perdeu as contas. Mas n\u00e3o esquece do principal pr\u00eamio que o esporte lhe deu. \u201cAntes de pensar no lado competitivo, o jud\u00f4 ensina a valorizar disciplina e respeito\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Esses s\u00e3o os valores que Neison Novaes carrega at\u00e9 hoje, mesmo estando afastado do projeto. Ele conheceu o grupo aos 16 anos e chegou at\u00e9 a faixa amarela. Atualmente, aos 22 anos, mora em Jequi\u00e9, onde cursa faculdade de Farm\u00e1cia. \u201cMesmo que n\u00e3o pratique, a gente \u00e9 para sempre judoca. Levo o que aprendi para os meus estudos e para a minha rela\u00e7\u00e3o com as pessoas. O jud\u00f4 \u00e9 para toda a vida\u201d, revela.<\/p>\n<p>PRESEN\u00c7A FEMININA \u2013 O projeto Jiquiri\u00e7\u00e1 tamb\u00e9m abre caminhos para o protagonismo feminino na comunidade. Que o diga a professora Juliane Caires, que entrou no projeto como aluna e passou pelo posto de monitora at\u00e9 se tornar professora. Dona de trof\u00e9u e medalhas conquistados com o apoio do projeto, agora ela cursa faculdade de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e aguarda a confirma\u00e7\u00e3o do exame que lhe dar\u00e1 a faixa preta. \u201cO jud\u00f4 muda a vida da gente. A cultura e o c\u00f3digo de honra das artes marciais ajudaram a desenvolver meu car\u00e1ter\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>J\u00e1 Rosana Souza tem dois motivos para ser f\u00e3 do projeto. Os filhos Dheyson, de 14 anos, e Bruno, de 12, s\u00e3o alunos desde pequenos. \u201cEles evolu\u00edram em tudo. D\u00e1 para perceber at\u00e9 na educa\u00e7\u00e3o, no comportamento. Fora a escola, porque o projeto exige que tenham boas notas para fazer o exame de faixa\u201d, pontua.<\/p>\n<p>A paix\u00e3o pelo esporte tamb\u00e9m desconhece faixa et\u00e1ria ou aptid\u00e3o f\u00edsica. Tanto que Naildes Nascimento, de 62, \u00e9 uma das alunas mais ass\u00edduas do projeto. Inicialmente ela frequentava apenas para acompanhar o irm\u00e3o Roque, de 37 anos, que \u00e9 PCD. \u201cOs m\u00e9dicos notaram melhoras em meu irm\u00e3o depois das aulas. Ent\u00e3o eu comecei a praticar tamb\u00e9m e me apaixonei. Eu s\u00f3 me sinto doente no dia em que eu n\u00e3o vou\u201d, conta a atleta faixa amarela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A data de 28 de outubro \u00e9 conhecida como Dia Mundial do Jud\u00f4, em homenagem ao nascimento do mestre japon\u00eas Jigoro Kano. 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