{"id":26426,"date":"2021-07-16T10:42:20","date_gmt":"2021-07-16T13:42:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/?p=26426"},"modified":"2021-07-16T10:42:32","modified_gmt":"2021-07-16T13:42:32","slug":"cafezinho-amigo-por-reinaldo-pinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/cafezinho-amigo-por-reinaldo-pinheiro\/","title":{"rendered":"Cafezinho amigo: Por Reinaldo Pinheiro"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_26427\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-26427\" class=\"size-full wp-image-26427\" src=\"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/IMG-20210715-WA0225.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"477\" \/><p id=\"caption-attachment-26427\" class=\"wp-caption-text\">Reinaldo e Gertrudes Moura Pinheiro (Foto arquivo de fam\u00edlia)<\/p><\/div>\n<p>Meu amigo hist\u00f3rico e insepar\u00e1vel! Conhe\u00e7o voc\u00ea desde a minha mais tenra inf\u00e2ncia. Acredito mesmo, que depois das palavras mam\u00e3e e papai, voc\u00ea e leite, deram in\u00edcio ao meu vocabul\u00e1rio primeiro!<\/p>\n<p>Antes at\u00e9 de t\u00ea-lo como bebida, l\u00e1 nos prim\u00f3rdios de outrora, senti primeiro o seu aroma t\u00e3o marcante e incompar\u00e1vel! No fog\u00e3o a lenha l\u00e1 de minha casa, bem cedinho, meu pai dava in\u00edcio ao seu ritual cotidiano: cortava os gavetos com o fac\u00e3o corneta, acendia o fogo com a ajuda do f\u00f3sforo e um pouco de querosene e colocava a \u00e1gua na chaleira para ferver. Enquanto a \u00e1gua fervia, assobiava baixinho e afinado pra ningu\u00e9m acordar. No momento da fervura, colocava o p\u00f3 de caf\u00e9, mexia com uma colher e, em seguida, despejava no coador de pano, o caf\u00e9, que ia para o bule verde de florzinhas vermelhas! Logo, tomava o gole numa xicrinha de esmalte! Nessa \u00e9poca, o filtro Melitta n\u00e3o havia nascido para o mundo de meu Deus!<\/p>\n<p>Como o nosso quarto, meu e de meus irm\u00e3os, n\u00e3o era forrado e era colado na cozinha, o aroma subia pelas paredes e se espalhava pelo ambiente. Eu, literalmente, viajava naquele perfume indiz\u00edvel!<\/p>\n<p>J\u00e1 maiorzinho, dei in\u00edcio ao h\u00e1bito de tomar caf\u00e9 com leite, geralmente acompanhado de p\u00e3o, comprado na padaria Vit\u00f3ria, de seu Irineu, banana frita, tapioca com coco ralado, batata doce ou aipim.<\/p>\n<p>Nos finais de tarde, era costume as amigas das minhas irm\u00e3s virem tomar o cafezinho de dona Gertrudes, na casa de seu N\u00e1. Zenaide Falc\u00e3o e Maria Bahiense eram as mais vezeiras. Eu achava aquilo tudo o m\u00e1ximo!<\/p>\n<p>Com o passar do tempo, j\u00e1 na juventude, fui adotando o cafezinho como companheiro de matuta\u00e7\u00e3o. Cheguei, por pouco tempo, a tomar caf\u00e9 rapidamente pensando nas tragadas que daria naquele hollywood sem filtro, comprado a retalho no bar de seu Messias, no Campo do Am\u00e9rica, a caminho do nosso querido IERP. O cigarro eu deixei, ainda bem, o caf\u00e9, n\u00e3o!<\/p>\n<p>Hoje, quando tomo um cafezinho, costumo dizer aos mais pr\u00f3ximos ou a quem estiver por perto: caf\u00e9 pra mim n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma bebida; caf\u00e9 \u00e9 um s\u00edmbolo de lembran\u00e7as doces, saudade que me leva de volta pra onde eu nasci!<\/p>\n<p>Salvador, quase 16 de julho de 2021<\/p>\n<p>Reinaldo Moura Pinheiro<\/p>\n<p>Curtidor de saudade e caf\u00e9<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meu amigo hist\u00f3rico e insepar\u00e1vel! Conhe\u00e7o voc\u00ea desde a minha mais tenra inf\u00e2ncia. Acredito mesmo, que depois das palavras mam\u00e3e e papai, voc\u00ea e leite, deram in\u00edcio ao meu vocabul\u00e1rio primeiro! 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