{"id":18995,"date":"2019-11-08T11:34:44","date_gmt":"2019-11-08T14:34:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/?p=18995"},"modified":"2019-11-08T11:34:44","modified_gmt":"2019-11-08T14:34:44","slug":"crise-do-oleo-reduz-drasticamente-venda-de-pescados-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/crise-do-oleo-reduz-drasticamente-venda-de-pescados-na-bahia\/","title":{"rendered":"&#8220;Crise do \u00f3leo&#8221; reduz drasticamente venda de pescados na Bahia"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_18996\" style=\"width: 612px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Peixe-sem-procura-oleo-cortado.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-18996\" class=\"size-full wp-image-18996\" src=\"https:\/\/www.lulelisnoticias.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Peixe-sem-procura-oleo-cortado.jpg\" alt=\"\" width=\"602\" height=\"400\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-18996\" class=\"wp-caption-text\">(Foto A TARDE)<\/p><\/div>\n<p>Ap\u00f3s o desastre ambiental que atinge todo o litoral nordestino do Brasil, os pescadores da Bahia seguem sofrendo com as baixas vendas em todo o estado, j\u00e1 que com o vazamento de petr\u00f3leo nas praias da regi\u00e3o, os consumidores seguem com medo de comprar os pescados.<\/p>\n<p>&#8220;Situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 horr\u00edvel. Pesco e revendo, mas assim, na quarta-feira passada eu vendi uma corvina, esta semana, eu vendi tr\u00eas. Al\u00e9m de pescar, eu compro pra revender no Mercado do Peixe, mas as pessoas est\u00e3o com medo de comprar o peixe. Quem est\u00e1 sofrendo com a situa\u00e7\u00e3o s\u00e3o os pescadores e os comerciantes. Como nosso lucro \u00e9 pouco, a gente n\u00e3o consegue revender e sofre mais. N\u00e3o est\u00e1 vendendo nada. O nosso peixe aqui de \u00e1guas profundas, eles est\u00e3o aptos para o consumo&#8221;, disse Carlos Jos\u00e9, de 48 anos, pescador h\u00e1 mais de 30 anos.<\/p>\n<p>Com a diminui\u00e7\u00e3o das vendas, a maioria dos pescadores e marisqueiros pararam de exercer a fun\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o alimento pescado teve que ser consumido as pressas, doado ou segue armazenado. &#8220;Est\u00e1 dif\u00edcil, ningu\u00e9m quer comprar, ningu\u00e9m compra nada. L\u00e1 em casa o meu congelador est\u00e1 cheio. Eu pesco em grupo nas praias de Tubar\u00e3o, Ribeira e j\u00e1 diminu\u00ed a quantidade que eu estava pescando. O pescado est\u00e1 em perfeito estado, as pessoas podem comprar sem medo&#8221;. conta Arilda Alexandrina, marisqueira h\u00e1 21 anos.<\/p>\n<p>Quem tamb\u00e9m passa por uma situa\u00e7\u00e3o id\u00eantica \u00e9 Gild\u00e1sio de Oliveira, pescador h\u00e1 nove anos. &#8220;N\u00e3o tem como vender com essa crise do \u00f3leo. A gente pega o peixe, mas o povo n\u00e3o quer comprar o peixe. Popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 com medo. Para n\u00e3o perder, a gente mesmo usa o peixe, ou d\u00e1 ao pessoal que precisa. Peixe, siri, camar\u00e3o, nada disso est\u00e1 vendendo&#8221;.<\/p>\n<p>Novas fontes de renda<\/p>\n<p>Muitos dos pescadores usam a fun\u00e7\u00e3o como \u00fanica fonte de renda. Com isso, muitos deles come\u00e7am a sofrer com a falta de dinheiro. Por isso, representantes do Minist\u00e9rio da Agricultura, Agropecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) anunciaram na quarta-feira, 6, que o governo vai liberar um sal\u00e1rio m\u00ednimo (R$ 998) para cada um dos 25 mil pescadores e marisqueiras, com cadastro oficial ativo na Bahia, durante os meses de novembro e dezembro, o que soma um total de R$ 49,9 mil iniciais.<\/p>\n<p>O prazo para a libera\u00e7\u00e3o da quantia, que ser\u00e1 pago atrav\u00e9s da Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF), \u00e9 at\u00e9 o dia 31 de novembro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a Bahia Pesca, empresa vinculada \u00e0 Secretaria de Agricultura, est\u00e1 convocando pescadores e marisqueiras da Bahia que tiveram seus trabalhos afetados pelo derramamento de \u00f3leo no Nordeste para solicitar cadastro no levantamento que est\u00e1 sendo realizado pela empresa.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es recolhidas no cadastramento ser\u00e3o repassadas pela Bahia Pesca para o Minist\u00e9rio da Agricultura, de forma que o Governo Federal possa desenvolver pol\u00edticas compensat\u00f3rias emergenciais para esse p\u00fablico.<\/p>\n<p>&#8220;A minha preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 quando \u00e9 que vai sair esse dinheiro do cadastro do Bahia Pesca. Eles est\u00e3o organizando, mas tem muita gente que j\u00e1 est\u00e1 passando necessidade. Se n\u00e3o for imediato, n\u00e3o vai adiantar. Tem que resolver o nosso problema o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.&#8221; afirmou Carlos Jos\u00e9.<\/p>\n<p>Outra forma de conseguir se manter em meio a crise, \u00e9 atrav\u00e9s do seguro-defeso, servi\u00e7o que permite ao pescador profissional solicitar ao INSS o pagamento do benef\u00edcio durante o per\u00edodo que ficar impedido de pescar. No entanto, pescadores relatam que as parcelas do programa est\u00e3o atrasadas.<\/p>\n<p>&#8220;Ningu\u00e9m recebeu ainda este seguro, n\u00e3o saiu nada para ningu\u00e9m. Eles v\u00e3o para a televis\u00e3o pra dizer que v\u00e3o pagar, mas n\u00e3o pagam nada. Falaram que ia pagar a partir do dia primeiro, e at\u00e9 hoje n\u00e3o saiu. Eles tem que resolver esse problema, porque a gente est\u00e1 tendo que procurar o que comer em casa. A gente est\u00e1 aqui para receber o que \u00e9 de direito nosso&#8221;, disse Rog\u00e9rio, pescador h\u00e1 mais de 15 anos.<\/p>\n<p>Consequ\u00eancias<\/p>\n<p>A baixa venda dos pescados seguem influenciando uma s\u00e9rie de outros problemas, como relata alguns comerciantes da Feira de S\u00e3o Joaquim, em Salvador. &#8220;O movimento da feira, em si, foi afetado, est\u00e1 mais fraco. Quem vem comprar o camar\u00e3o, o marisco ou o peixe, acaba comprando outras coisas. Cai todo o movimento. Se as pessoas n\u00e3o vem comprar determinado item, acaba afetando todo mundo&#8221;, disse o dono de uma loja de pescaria.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o medo da popula\u00e7\u00e3o obriga os comerciantes a inovarem para conseguir se manter financeiramente. Este \u00e9 o caso de Jo\u00e3o Deir\u00f3, dono de um restaurante que ir\u00e1 trocar o famoso peixe das sextas por xinxim de galinha.<\/p>\n<p>&#8220;Com medo de comprar peixe, tenho que inovar. Vou fazer uma comida baiana com xinxim de galinha. Os pescadores falam isso (que o peixe est\u00e1 bom), porque querem vender. A gente procura evitar comprar, eu mesmo sou dono de um restaurante, meu medo \u00e9 fazer uma comida com um pescado e as pessoas passarem mal, e o problema vir pra mim. Ningu\u00e9m vai lembrar que foi o \u00f3leo do governo, e sim dizer que foi Jo\u00e3o do restaurante que vendeu um peixe condenado. Quando eu sentir que o povo perder mais o medo, eu volto a comprar, por enquanto eu vou inovando na cozinha&#8221;, relatou o cozinheiro.<\/p>\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es da Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria de Salvador (Visa), est\u00e3o sendo prestadas as orienta\u00e7\u00f5es para observar o aspecto dos pescados, mas que inexiste fiscaliza\u00e7\u00e3o nesse sentido, uma vez que, a Bahia Pesca n\u00e3o emitiu nenhum laudo impedindo a comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos.<\/p>\n<p>Alguns \u00f3rg\u00e3os de vigil\u00e2ncia como o Minist\u00e9rio de Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (MAPA), a Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria da Bahia (ADAB), e a Diretoria de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria e Ambiental (DIVISA), est\u00e3o a frente dos trabalhos de monitoramento dos pescados em toda a Bahia.(A Tarde online)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o desastre ambiental que atinge todo o litoral nordestino do Brasil, os pescadores da Bahia seguem sofrendo com as baixas vendas em todo o estado, j\u00e1 que com o vazamento de petr\u00f3leo nas praias da regi\u00e3o, os consumidores seguem com medo de comprar os pescados. &#8220;Situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 horr\u00edvel. 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