O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse que a situação no Brasil no âmbito da pandemia da covid-19 é muito preocupante não só para o país, mas para a América Latina e para o mundo. De acordo com ele, o país precisa adotar medidas de saúde “agressivas”, ao mesmo tempo em que se distribuem as vacinas. Nas últimas semanas, o país tem vivenciado um aumento de casos e de óbitos pela doença causada pelo coronavírus, batendo o recorde de mortes nesta semana. Tedros ressaltou que, enquanto em muitos países observou-se uma redução de casos nas últimas seis semanas, no Brasil a tendência foi de aumento. “Acho que o Brasil precisa levar isso muito a sério”, pontuou. O diretor ainda disse: “A adoção de medidas públicas de saúde em todo o país, de forma agressiva, seria crucial. Sem fazer nada para impactar na transmissão ou suprimir o vírus, não acho que, no Brasil, nós conseguiremos uma queda. Quero enfatizar isso, a situação é muito séria e estamos muito preocupados. E as medidas públicas que o Brasil adotar precisa ser muito agressivo, enquanto distribui vacinas”, afirmou.
Lu Lelis – Notícias Notícias – Social – Dicas de Saúde

A Organização Mundial de Saúde sugeriu, em atualização publicada na terça-feira (26), que pacientes com Covid-19 que estejam em casa monitorem seus níveis de oxigênio com um oxímetro. O objeto é semelhante a um pregador de roupas que é colocado em um dos dedos da mão. O uso deve ter acompanhamento médico. O oxímetro tem a função de medir o nível de oxigênio no sangue que costuma cair em pacientes que desenvolvem casos mais graves da Covid-19, doença causada pelo coronavírus. O resultado no visor do oxímetro vem com uma porcentagem que varia entre 0% e 100%.
O Papa Francisco pediu aos jornalistas no último sábado (23) que saiam às ruas, conversem com as pessoas e se dirijam ao local onde se produzem as notícias, em vez de ficarem nas redações, atrás de uma tela. “A crise do setor editorial pode levar a informações construídas nas redações, na frente do computador, nos terminais das agências, nas redes sociais, sem nunca sair para a rua, sem gastar as solas dos sapatos, sem encontrar as pessoas para encontrar histórias”, afirmou o papa em uma mensagem divulgada pelo Vaticano por ocasião da Jornada Mundial das Comunicações Sociais, que será realizado em 16 de maio.
O Papa Francisco criticou neste domingo pessoas que haviam viajado para o exterior em férias para escapar dos bloqueios contra o coronavírus, dizendo que estes precisavam mostrar maior consciência sobre o sofrimento dos outros. Falando após sua bênção semanal ao meio-dia, Francisco disse que leu notícias de jornal sobre pessoas que pegavam voos para fugir das medidas do governo e buscar diversão em outro lugar.

A farmacêutica Pfizer, que desenvolveu uma das candidatas a vacina da Covid-19 em parceria com a BioNTech, apresentou um pedido de autorização para comercialização emergencial do imunizante à Agência Europeia de Medicamentos (EMA). A entidade é responsável por regular medicamento e funciona como a ANVISA no Brasil. A informação foi divulgada pelas companhias na manhã desta terça-feira (1º). De acordo com reportagem do Estadão, se o órgão europeu autorizar o uso da vacina BNT162b2, uma parcela dos europeus poderá ser vacinada ainda em 2020.
Assim que for aprovada, uma vacina contra Covid-19 não deve ser oferecida para toda a população no próximo ano, mas apenas para grupos de maior risco de exposição e complicações pela doença, informou nesta sexta-feira (27) o Ministério da Saúde. A pasta está trabalhando na construção de um plano nacional de imunização. Um documento preliminar deve ser compartilhado com especialistas e secretários de saúde na próxima terça-feira (1). Nas últimas semanas, o ministério já vinha falando em iniciar a vacinação por grupos prioritários, como idosos, pessoas com doenças crônicas e profissionais de saúde, mas não estava claro se pensava em estender a oferta.